O uso contínuo de uma prótese em péssimas condições pode provocar ao paciente novas lesões ao corpo diz o médico ortopedista Francisco Luiz Coelho Rocha. Ontem, ao tomar conhecimento do caso do chanfrador Vicente Cassiano, o médico disse que o esforço feito por ele é arriscado. “É um exagero. Quem tem uma prótese de qualidade inferior não pode fazer grandes esforços”.
O ortopedista disse também que de acordo com o estado atual da perna mecânica de Vicente, relatado pela reportagem, há chances dele sofrer problemas no joelho e no quadril. “A peça deve estar machucando ele e, em muitos casos, para poder colocar uma nova prótese há a necessidade de retificar o corpo amputado”.
Segundo o médico, uma prótese sofre desgaste natural e precisa de manutenção anual. “Dependendo do tipo de prótese pode ocorrer de uma trava no joelho soltar, então algumas vezes não há necessidade de trocar a perna”.
Atualmente existem no mercado próteses importadas da Alemanha, mais próximas da aparência original de uma perna, e as pernas mecânicas nacionais. Essas custam de R$ 2 mil a R$ 3 mil. As importadas são avaliadas em média de US$ 10 mil a US$ 20 mil, o equivalente a R$ 17 mil e R$ 34 mil.
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