Para o Ministério Público, as evidências de corrupção na Divisão de Esportes do Município não são novas. Em outubro do ano passado, o promotor Paulo Borges abriu investigação após receber denúncia de desvio de recursos na Afat (Associação Francana de Atletismo) por meio do uso de notas fiscais frias. Em abril, ele impetrou ação civil pública por improbidade administrativa contra três servidores municipais e dois ex-dirigentes da Afat. Em seguida, a Justiça deferiu pedido do promotoria e determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros até o valor de R$ 35,5 mil dos acusados, da Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura) e da Afat. A Justiça deve se manifestar em breve.
Na terça-feira passada, um novo episódio envolvendo o setor veio à tona. Treinador da equipe feminina de basquete, Alexandre Borges foi preso em flagrante na quadra do Leporace acusado de se apoderar da verba destinada aos jogadores. Ele ficou dois dias na cadeia. Após sua prisão, a administração informou que a técnica do futsal, Vanilda Farias, também foi surpreendida, em setembro, depois de receber R$ 1.054 de dois atletas. Os treinadores, por meio de seus advogados, negaram as acusações.
Na sexta-feira, Alexandre Borges deverá ser ouvido pelos integrantes da auditoria interna. Anteontem, a Câmara resolveu entrar no caso e criou uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para apurar as denúncias.
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