Justiça solta comerciante preso em Ribeirão


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Prestes a completar três meses preso, o comerciante André Cintra Alves, acusado de comercialização irregular de pedras preciosas, conseguiu sua liberdade na noite da última segunda-feira. Alves estava recolhido no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto desde o dia 12 de agosto, quando a Polícia Federal desencadeou em Franca a "Operação Quilate". A prisão preventiva foi revogada e o flagrante relaxado pelo Juiz substituto da 6ª Vara Federal Marcelo Costenaro Cavali. Os demais presos na mesma operação, Isalto Donizete Pereira, Mozair Ferreira Molina, Jorge Khabbaz e o israelense Gadi Hoffman, continuam recolhidos em diferentes instituições. A liberação de André, no entanto, abre precedente para que os outros presos acusados pela Procuradoria Federal no episódio possam ser libertados da mesma maneira. Seus advogados aguardam a resposta da Justiça ao pedido de revogação e relaxamento de flagrante, similar ao impetrado pela defesa de Alves. O documento está sendo analisado pelo Juiz titular da Vara Federal Fausto Martin De Sanctis, o mesmo que julgou os acusados da Operação Satiagraha. O advogado Tiago de Andrade, que defende o comerciante André Cintra Alves, confirmou a libertação de seu cliente do CDP na noite de segunda-feira, mas não quis dar entrevistas sobre o caso. Tiago limitou-se a dizer que o Juiz substituto da 6ª Vara Federal em São Paulo analisou o pedido de revogação da preventiva e "concedeu o direito de seu cliente responder ao processo em liberdade". Luiz Roberto Barci, advogado de Mozair Ferreira Molina, disse que o pedido foi analisado e que foi solicitado por De Sanctis outros documentos, todos já entregues. Ele não quis dar entrevistas sobre o processo e nem esclareceu quais seriam estes documentos, mas informou estar "esperançoso" em obter a liberdade de seu cliente nos próximos dias. Talles Castelo Branco, advogado de Jorge Khabbaz, não foi encontrado em seu escritório na capital ontem. O telefone deixado como contato só deu sinal de fax. No escritório de Alexandre Soares da Silveira, em Ribeirão Preto, que defende Isalto Pereira, a reportagem do Comércio também deixou recados. Não houve retorno. O escritório Brasil Salomão, de Ribeirão Preto, representa Gadi Hoffman. A advogada Maria Cláudia Seixas também impetrou ação no TRF (Tribunal Regional Federal) com intuito de conseguir tirar seu cliente da prisão. PRIMEIRO DIA Após ficar 88 dias trancado numa cela do CDP em Ribeirão Preto, o comerciante André Cintra Alves passou o primeiro dia de sua liberdade com familiares e amigos. Ontem, por volta das 10h30, chegou a passear no Centro. Tomou café num ponto de encontro conhecido de empresários francanos no calçadão da Praça Barão, local apontado como principal centro de negociações de pedras preciosas em Franca. Lá, antes da "Operação Quilate", eram encontradas pessoas importantes do comércio de diamantes. Amigos de Alves disseram que ele está magro e com a cabeça raspada, uma regra do sistema penitenciário. Algumas pessoas que o viram informaram que ele pouco comentou de sua estadia na cadeia. A reportagem do Comércio da Franca ainda procurou falar com André no prédio onde mora. A mulher do comerciante passou um recado ao porteiro: ele estava dormindo e não atenderia a imprensa.

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