Três crianças de São José da Bela Vista e quatro de Restinga foram retiradas das famílias após a constatação de maus-tratos. Sem ter para onde encaminhá-las, as Prefeituras enviaram para a Casa do Aconchego, em Franca, que atende crianças e adolescentes vitimizados. O secretário de Ação Social de Franca, Roberto Nunes Rocha, iniciou uma campanha e quer incentivar estes dois municípios e ainda Cristais Paulista e Ribeirão Corrente a montarem um abrigo regional para onde seriam encaminhadas essas crianças. Rocha afirma que a região deveria ter sua própria instituição.
O assunto começou a ser discutido durante encontros promovidos entre o secretário e os prefeitos Hélio Kondo (PMDB), de Cristais Paulista; José Dito (PSDB), de São José da Bela Vista, e Clarindo Ferracioli (PSC), o Belão, de Restinga. “Os prefeitos com quem conversei se mostraram receptivos. Tenho agora que me reunir com o prefeito de Ribeirão Corrente, Luiz Cunha (PT)”.
Belão demonstra simpatia pela ideia, mas disse que é preciso ter cautela. “Antes é preciso fazer um levantamento nos quatro municípios para ver se tem demanda”. Ele afirma ainda que atualmente quatro crianças, que foram retiradas da mãe que é usuária de droga, vivem em Franca. “Essa mulher tem seis filhos e nenhum está com ela, inclusive um que nasceu em outubro”.
Hélio Kondo inicialmente também aprova a proposta, mas prefere ouvir antes os colegas prefeitos. “Na gestão passada, a ex-primeira-dama de Ribeirão Corrente, Aninha Montanher, apresentou essa proposta. Mas o projeto não foi para frente. Acho que poderia formar um consórcio entre os municípios mas com um estatuto bem detalhado”.
A gestora da Assistência Social de São José, Rita Cristina Donadelli, aprovou a proposta. “Com esse abrigo, não teríamos problemas de vaga e poderíamos agir mais rápido quando fossem constatados maus-tratos”. A diretora do Departamento de Promoção e Bem Estar Social de Ribeirão Corrente, Sandra Pulheis, disse que atualmente nenhuma criança vive longe do convívio familiar naquele município, mas que dez famílias são acompanhadas de perto para evitar que isso venha a acontecer.
Franca não participaria da construção do novo abrigo, mas se dispôs a dar todo suporte técnico. Roberto Nunes Rocha não informou quanto custará a construção da unidade nem em qual município deverá funcionar. “Isso depende do acordo que for formado entre os prefeitos”.
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