O geólogo da USP (Universidade de São Paulo), Oswaldo Riuma Obata, foi um dos principais coordenadores para a implantação do Pólo Diamantário de Franca. Ex-chefe do Pró-Minério, era responsável pela parte técnica que caberia ao IPT no projeto.
Por telefone, Obata disse que por ser a região já conhecida por sua atividade ligada à produção de diamantes brutos, com muitas oficinas de lapidação, o governo paulista teria encomendado um estudo para saber se seria possível transformar algo totalmente informal em trabalho organizado, aumentando a tributação para o município.
A partir de uma programação inicial, o próximo passo foi levantar as ocorrências de diamantes na região (Franca e Patrocínio Paulista), o número de garimpos e garimpeiros existentes, compondo um panorama sob o ponto de vista geológico.
Em seguida, o IPT analisaria as condições de Franca para ter uma escola de lapidação, que formaria mão-de-obra local para trabalhar na área.
“O projeto foi montado em cima desses parâmetros. Percebemos, infelizmente, que não houve interesse. Foram mudando as administrações e aquilo tudo foi sendo deixado de lado, esfriando. Ficou parado e acabou”, disse Oswaldo Obata.
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