Hoje mais de 1,1 milhão de alunos de vários cursos superiores de todo o País deverão fazer o ENADE/2009 - Exame Nacional de Desempenho de Estudantes. A função da prova é avaliar a qualidade do ensino superior e seu resultado é apenas um indicador que combinado com outros irá avaliar as IES - Instituições de Ensino Superior.
Muitos alunos desconhecem a formatação do ENADE – pois não foram devidamente esclarecidos sobre o tema – e acreditam que não serão afetados por um possível resultado negativo.
Com relação aos graduandos, há que se esclarecer que a avaliação negativa interfere diretamente no diploma de cada um, pois a nota obtida é do aluno e apenas mais um item da composição da avaliação do curso. E é público que empresas peçam a nota do exame aos profissionais que buscam colocação em seus quadros.
Realizar uma boa prova é valorizar o próprio diploma. Os estudantes devem entender que a prova é uma excelente oportunidade de defenderem o seu futuro e a consequente valorização do diploma que será visto de maneira diferenciada, pois fez parte de um curso bem avaliado e esta marca carregará por toda vida. Assim, o aluno que efetivamente queira valorizar a sua futura carreira profissional deve efetuar uma boa prova, mantendo a calma e principalmente gerenciando o seu tempo. Em 2006, quando acompanhamos alunos do curso de Direito verificamos que o `tempo` significou empecilho para muitos bons alunos.
Com relação à forma de avaliação das IES, são muitas as polêmicas, principalmente pela atribuição de conceitos que nem sempre refletem a realidade do curso e da IES avaliada. A exemplo, situações idênticas são avaliadas de forma diferente pelas comissões de avaliadores; em outros casos IES que boicotam o ENADE não sofrem nenhum tipo de punição, enquanto aquelas que se prestam a colaborar são punidas por terem participado.
Defendemos que para uma análise séria e consistente que posteriormente será divulgada através de conceitos, em primeiro lugar somente deveria ser divulgada após no mínimo três análises anuais consecutivas, tanto pelo ENADE quanto pelos avaliadores do Inep. Para tanto o exame deveria ser realizado anualmente e com a obrigatoriedade da nota do aluno ser inserida em seu histórico escolar.
Da forma como estão sendo realizadas as avaliações desde 2004, entendemos não ser transparente e suficiente para reconhecer ou não perante a sociedade a qualidade de um curso. O MEC - Ministério da Educação e Cultura sabe perfeitamente que está relegando a um segundo plano instrumentos e procedimentos mais adequados na busca de um ensino de qualidade. O que não podemos aceitar é a utilização de tal ferramenta examinatória como marketing político através da constante presença na mídia ameaçando cursos e IES de serem fechados, de sofrerem intervenções, obrigando-os a assinarem termos de saneamento de deficiências padronizados (adesão) como se todos os problemas do ensino superior fossem idênticos em todo o País, etc.
Enfim, torcemos para que todos os cursos de nossa região, através de seus alunos, saiam bem na avaliação que começa às 13 horas de hoje.
CÓDIGO DE ÉTICA PARA TREINADORES
Treinador, seja em que área for, como o nome diz, é a pessoa responsável por simular situações que serão utilizadas. No esporte além de outros predicados, deve ter capacidade motivacional. Claro que como em todas as profissões, e no esporte não é diferente, existem os treinadores éticos e os antiéticos. São muitos os treinadores que se esquecem de suas obrigações, de seus valores, princípios, responsabilidades e comportamento diante de crianças e adolescentes. Recordamos que em nossa infância jogávamos futebol por alguns times e clubes e infelizmente, em alguns, vislumbramos a utilização do esporte para o tráfico e o início do vício de vários colegas, a maioria já falecidos. O triste é comprovar que passados décadas a situação ainda continua, agora acrescentada pela corrupção e o quanto tem diminuído o número de profissionais do grupo chamado ético.
COISAS DO BRASIL I
Vocês sabiam que parte da festa de posse do ministro do STF - Supremo Tribunal Federal, José Antônio Dias Toffoli, foi bancada com dinheiro público? A CEF - Caixa Econômica Federal contribuiu com R$ 40 mil reais para a realização da festa. Para a `legalização` contábil da saída dos recursos a CEF utilizou-se da Ajufe - Associação dos Juízes Federais do Brasil que organizou a homenagem. O pior é que o STF divulgou nota informando que `é normal que entidades de classe promovam eventos de posse para magistrados brasileiros e que o ministro empossado não sabia que a CEF era uma das patrocinadoras de sua festa`, ou seja, já efetuou um pré julgamento caso seja interposta alguma ação. Como já dizia o compositor Silvio Brito: `Para o mundo que eu quero descer`. Será que pensam que somos alienados? Se quiserem fazer festa que façam com o dinheiro da Ajufe que não tem nada que arrumar patrocinador que posteriormente poderá estar sendo julgado nos Tribunais Federais.
COISAS DO BRASIL II
O descrédito de nossas instituições aumenta a cada dia. A insegurança jurídica, ou seja, as regras básicas de convivência social através de direitos e deveres são diariamente rompidas pelo governo que se diz `democrático` somente no papel, pois na prática, quanta diferença!
Toninho Menezes
Advogado, administrador de empresas, professor universitário - toninho menezes@comerciodafranca.com.br
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