O delegado Marcelo Caleiro informou ontem que a partir desta quinta-feira não será possível estabelecer prazos para o cumprimento de medidas administrativas, como a expedição de carteiras de habilitação e liberação de veículos apreendidos, por exemplo.
Ontem à tarde, pouco tempo depois da saída dos funcionários ligados às auto-escolas e aos despachantes de Franca, Caleiro reunia-se com os oficiais administrativos. À imprensa, o delegado afirmou que a maior prejudicada pela saída repentina dos colaboradores que atuavam na Ciretran será a população. “É preciso deixar claro que não teremos como responder à demanda de serviços de 400 pessoas por dia. Os novos funcionários serão capacitados aos poucos, por isso peço à população que tenha paciência”, disse Caleiro.
O delegado confirmou que os oficiais ainda não dispõem das senhas que dão acesso ao sistema de dados do Detran, o que complica ainda mais a situação. Demonstrando irritação, evitou comentar a ação do Ministério Público. Quando questionado, Caleiro não respondeu até onde ia a autonomia de pessoas não concursadas ao lidar com o serviço público e com informações sigilosas, limitando-se a dizer que eram de confiança e que estavam ali havia muito tempo.
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