Fundação e prefeitura contestam declarações


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O prefeito de Igarapava, Francisco Tadeu Molina, criticou as declarações da diretoria da Santa Casa, dizendo que o hospital tem estatuto e CNPJ próprios e que a prefeitura não é responsável por sua administração. Segundo Molina, que é membro do conselho administrativo da entidade, o compromisso da prefeitura é com os atendimentos de urgência e emergência, para os quais repassa R$ 36 mil por mês, fora quase R$ 18 mil do PAB (Piso de Assistência Básica), também pagos. Para justificar os atrasos nos pagamentos dos R$ 44 mil oriundos do projeto de lei aprovado pelo legislativo no meio do ano, o prefeito informou que a prefeitura registrou queda de 11,99% em sua arrecadação a partir de julho, o que teria impedido os repasses. “Nós não estamos nos recusando a repassar o dinheiro. Não estamos dando as costas para a Santa Casa. Minha intenção é resolver essa situação até dezembro, mas o que eu vejo é que há uma crise mais política que financeira. É um comportamento eminentemente político”. Em nota enviada ao Comércio, a Fundação Sinhá Junqueira informou que os recursos repassados à Santa Casa de Igarapava são de caráter voluntário e que não há obrigação na transferência de recursos ao hospital. A nota também diz que, ao longo dos últimos anos, a fundação forneceu recursos para a melhoria do atendimento médico, sem detalhar quais. Para encerrar, informou que a doação eventual de novos recursos à Santa Casa de Igarapava está condicionada à apresentação de projetos pelo hospital. A fundação ainda reiterou que não existe vínculo entre ela e a Usina Junqueira.

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