Técnico é preso acusado de reter pagamento de atletas


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<b>FORÇA-TAREFA</B> - Reginaldo Emídio, presidente da Feac; Jerônimo Pinto, secretário de administração, e o delegado Daniel Radaeli (esq. para dir.) dão entrevista para explicar o caso envolvend
<b>FORÇA-TAREFA</B> - Reginaldo Emídio, presidente da Feac; Jerônimo Pinto, secretário de administração, e o delegado Daniel Radaeli (esq. para dir.) dão entrevista para explicar o caso envolvend
O técnico do time feminino de basquete de Franca, Alexandre Saldanha Borges, 48, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, ontem à tarde. Ele é acusado de se apropriar de parte dos recursos destinados às jogadoras integrantes do projeto Bolsa Atleta mantido pela Prefeitura. A prisão aconteceu no exato momento em que ele, segundo a polícia, recebia o "pedágio" pago por quatro atletas no ginásio do Parque Vicente Leporace. Em seu poder, os policiais apreenderam R$ 570. Servidor público municipal concursado há 28 anos, Borges foi indiciado pelo crime de concussão - exigir para si ou terceiros dinheiro ou vantagem indevida em razão da função - e passou a noite na cadeia do Jardim Guanabara. A investigação foi realizada em conjunto pela Prefeitura e agentes do 3º DP após denúncia anônima, feita na sexta-feira, informar que o treinador estava exigindo que as atletas entregassem o dinheiro pontualmente a ele no dia em que recebessem o cheque com a ajuda de custo dada pela Feac (Fundação de Esportes, Arte e Cultura). A Polícia Civil informou que, na manhã de ontem, fez uma campana e seguiu as jogadoras, desde o momento em que elas foram ao banco descontar o documento, até quando seguiram para a quadra do Leporace. Uma policial disfarçada estava na arquibancada e filmou o momento em que elas repassaram o dinheiro ao técnico. Neste instante, o investigador Wellington Amato e o delegado Daniel Radaelli entraram e o prenderam em flagrante. Segundo a polícia, ele teria recebido R$ 140 de duas atletas, R$ 250 de outra e R$ 40 da que era encarregada de fazer a recolha. O acusado foi encaminhado para a sede do 3º DP, onde prestou depoimento até às 22 horas. "Ele alegou que usava este dinheiro para pagar outros atletas e comprar materiais esportivos e refeições, o que não é verdade. Antes de terminar a investigação, tive a cautela de questionar a Prefeitura e apurei que estes gastos eram de responsabilidade da administração", afirmou Radaelli. Os secretários de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto; de Segurança, Sérgio Buranelli; o adjunto de Esportes, Francisco Mariano, e o presidente da Feac, Reginaldo Emídio, acompanharam os trabalhos. As jogadoras do time também foram à delegacia e, de acordo com Radaelli, confirmaram as acusações. Elas contaram como tudo ocorria. Como já havia a suspeita de que a polícia estava investigando crime semelhante em outra modalidade, o treinador teria feito uma reunião e dito às atletas que uma delas faria a coleta do dinheiro e que elas não deveriam mais ligar no telefone celular dele, pois o mesmo poderia estar grampeado. "A jogadora ficava com medo de não pagar e ser excluída do time ou do projeto. Isto, ficou evidente na conversa que tive com elas. Apuramos que algumas atletas são muito carentes e dependiam deste dinheiro", completou o delegado. Alexandre Borges conversou informalmente com a reportagem, disse que não cometeu nenhum erro, mas se negou a gravar entrevista, alegando que o seu nome poderia ficar manchado. O advogado Neviton Ramos disse que o técnico foi acusado injustamente. "Vamos fazer sua defesa no Fórum. Ele me disse que não cometeu o crime e que, simplesmente, houve um engano. Amanhã (hoje), vamos ingressar com o pedido de liberdade provisória".

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