O Projeto Bolsa Atleta foi implantado no começo deste ano pela Prefeitura, justamente, para evitar problemas do tipo. Antes, os recursos eram repassados diretamente às entidades que, por sua vez, fazia o pagamento aos atletas. Segundo o presidente da Feac, Reginaldo Emídio, houve revolta por parte de alguns treinadores por ocasião da mudança.
Atualmente, cerca de 260 atletas recebem ajuda de custo, que varia de R$ 50 a R$ 1,5 mil dependendo do nível técnico dos atletas. No caso do time feminino de basquete, a bolsa oscilava entre R$ 400 e R$ 600. "Apuramos situações em que as jogadoras ficavam com apenas R$ 80 após fazer os repasses", lamentou o secretário de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto.
O caso envolvendo Alexandre Borges foi o primeiro que resultou em prisão, mas não o único investigado pela polícia. Em setembro, os policiais abriram inquérito para apurar a denúncia de que uma treinadora de outro time da cidade também estaria exigindo propina das atletas. Parte do dinheiro foi recuperado, mas, como não houve flagrante, ela não foi presa e continua trabalhando.
Apenas foi afastada de suas funções. Segundo o delegado Radaelli, as investigações continuam e podem resultar na prisão de outros servidores. Além do inquérito criminal, Borges responderá a um processo administrativo interno na Prefeitura e poderá ser demitido ao final da apuração.
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