Família pede que Justiça seja feita


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A família da faxineira Maria Diva Souza e do pedreiro José Eurípedes Souza passou o feriado de Dia de Finados junta, como de costume. Numa rua da Vila São Sebastião, um único terreno abriga a residência em que o casal morava e dividia com o filho, Breno, 19, e mais duas pequenas casas, com dois cômodos cada, onde moram a mãe de Maria Diva, Augusta, 80, e a filha do casal. Outra filha mora perto, a exemplo de grande parte dos parentes, que faziam da casa de Maria e "Fininho" o ponto de encontro de todos os dias. Ontem, a casa simples, repleta de imagens sacras, tinha sido pouco mexida. Estava com a toalha de mesa e os panos pendurados, como Maria Diva os deixou. Móveis simples, casa sem forro, geladeira nova com prestações ainda a pagar. No guarda-roupas abarrotado do casal, muitas peças compradas em Ibitinga (SP), para aonde ela ia com frequência. "Ela gostava de viajar e era muito vaidosa. Já meu pai gostava de tomar umas pinguinhas depois do trabalho, e nunca prejudicou ninguém", disse Jucilene, filha de ambos. "Foram 36 anos juntos. Morreram juntos". Sem nenhuma ideia do que causou o acidente que matou, além de Maria Diva e Eurípedes, outras duas pessoas, os parentes amargam no semblante a dor da perda. " Só espero que esse moço pague pelo o que fez", disse a filha Jucilene.

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