Seria bom lembrar que o Mercosul constituiu-se em bloco regional no contexto da democratização latino-americana depois dos regimes ditatoriais que assolaram a região desde a década de 1960. É por isso que tem como uma de suas cláusulas de ingresso a exigência de democracia em seus países membros. Sem levar isso em consideração o articulista Cassiano Pimentel, que teve seus comentários publicados na página 2 deste Comércio, confunde as situações (leia http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=49345). Imagina ele que se a Venezuela não se tornar membro do Mercosul o Brasil perderá o mercado venezuelano. Pura tergiversação. Negócios não são feitos assim, como se sabe. O Brasil tem negócios com países latino-americanos que não fazem parte do Mercosul, o Chile a exemplo.E tem negócios com outros países do mundo. Está fora de cogitação (pelo menos por ora) condicionar o estabelecimento de negócios ao estabelecimento de regimes democráticos mas isso é fundamental para o Mercosul caso se queira manter esse bloco com suas justas e positivas características originais. Como integrante do PT o articulista revela, como sempre, desprezo pela democracia. Como Lula, tem a mesma visão dos militares que comandaram a ditadura brasileira a respeito de nossas relações internacionais na América Latina. E mais: desvincula democracia da vida econômica e internacional desprezando o presente e o futuro, sem falarmos das demais confusões conceituais, intelectuais e políticas que seu texto expressa. Estamos muito mal!
Alberto Aggio
Franca - SP
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Dia destes vi num programa de TV informação sobre empresa que vendeu sapatos para a Venezuela. O importador depositou o dinheiro no Banco Central e o ditador (Hugo) Chaves bloqueou o pagamento por pura ideologia de calote, calote descarado. Assim, a economia daquele país cresce mesmo mas não interessa para nenhum exportador. Quem tem a ideologia do calote não deve interessar ao Brasil. Quem sabe, se um dia regenerarem-se.
Marco Aurélio Silva
Franca - SP
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