Duas caras


| Tempo de leitura: 3 min
A vadiação que assola o País nunca vista antes do Lula, reuniu sua caterva para descer em bom convescote o velho Chico tirando-lhe o sossego, não como nos tradicionais piqueniques em que despesas são rateadas entre os participantes, porque no caso, a vadiice é paga pelo erário. Turismo palanqueiro para catapultar uma cúmplice em sua sucessão de 2010. Ferindo a lei flagrantemente atropela a legislação, ignora a Justiça Eleitoral; bazofiador incorrigível sabe escarnecer o povo brasileiro, membros do partido de sua propriedade ou quem a sua frente venha interpor-se. Onde está a oposição? Falta-lhe atitude e coragem com providências consagrando à ética e posturas legais. Os opositores escondem-se no medo de quê? Falcatruas e comprometimentos graves obrigam-nos a tolerar calados os desmandos do supremo guia? Veranear e antecipar campanha eleitoral era preciso, projetar a Dilma uma necessidade para assegurar o projeto de continuidade asfaltando estradas a serem por ele palmilhadas em 2014. Armou-se palanque na transposição do Rio São Francisco onde o calor dos programas de auditório inflamou massas de trabalhadores e não trabalhadores beneficiários das bolsas disto ou daquilo aplaudindo estudadas e sábias afirmações eleitoreira de sua lavra: “nós tivemos muitos governantes de duas caras, que prometiam fazer a obra em um Estado e prometiam não fazer em outro”. Assim é a verborragia do cara, de efeito na humildade do povo. Duas caras, Presidente, eu aprendi muito cedo quando ainda criança e meninos podiam trabalhar longe da demagógica legislação instituída por alguns compradores de votos, era marca de uma enxada que puxei pelo cabo de guatambu carpindo arroz. A Duas Caras que conheço e usei com orgulho é símbolo de honra de homens, mulheres e crianças que a usaram para garantir a subsistência e construir o futuro. Mãos calejadas, corpos molhados de suor no abrasamento do sol, vestes ensopadas na chuva fina de janeiro e dezembro, mantiveram o propósito sadio de pessoas em manter sua dignidade, nunca invadindo terras alheias ou subvencionando-se por sindicatos ou dinheiro estatal. Mãos calejadas puxando Duas Caras, pés descalçados na lama, formaram criaturas para o trabalho aguerrido nunca aceitando viver na ociosidade dependentes do labor de outros. Tenho encontrado muitos destes homens nunca enrubescidos pela prática inidônea em suas trajetórias de labuta. Com mérito atingiram no esforço uma formação em atividade liberal; outros que não alcançando para si, o conseguiram para seus descendentes, fato que os leva ao regalo das honrosas conquistas vividas contando felizes histórias de suas batalhas de sucesso. Sabe-se, no entanto, de outros que nasceram para o engodo, rejeitando estudos e trabalho como as mais repulsivas das atitudes. Bafejados pelo dom de inflamado discurso iletrado bem ao sabor da crença de gente humilde, desfilam arrogância ditatorial no fito de convencimento de massas com um único objetivo: aboletar-se no poder em nome de trabalhadores, invasores de propriedades alheias, adeptos de contestação ou criminosos de guerrilhas. Quanto tempo nos separa do turbilhão de mentiras apregoadas pelo falso Messias aprovado por uma quase unanimidade de crentes – que eu diria – inocentes? Quantas caras carregam aqueles cujo pudor não conhecem? Garcia Netto Jornalista

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários