O Pitbull apareceu. Esse é o cartão de visita do time Imperador. O nome começou nas arquibancadas e hoje é marca registrada do clube. A equipe tem em sua história dois títulos no Varzeano (2002 e 2004). O diretor Carlos Silva se mostra confiante e disse que Imperador vem para ficar entre os melhores. "Há mais de 30 anos jogamos com muita garra para estar entre os primeiros", informou Silva. Neste fim de semana, o Imperador enfrenta Estrela (leia mais sobre a rodada no site).
No campo, quem não pode faltar é o torcedor símbolo do Pitbull, Cidão, "Ele é quem representa a garra da torcida", confirmou o diretor Carlos.
Com 70 anos, Aparecido Cassimiro da Silva, o Cidão, é um dos que ajudou a fundar o time. Foi no antigo campo do Imperador, local onde funcionou o Cefam (Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério) e hoje a Diretoria Regional de Ensino, que a vontade de representar o bairro começou. "É bom saber que fazemos algo bom para o bairro. Foi como uma conversa de moleque, não imaginava que duraria tantos anos", disse o torcedor.
Cidão é daqueles que não falta às partidas e ainda leva sua família. "Não falto e ainda levo meu neto", disse. O neto de Cidão, Pablo Henrique da Silva, tem 16 anos. "Ele gosta", completou o avô orgulhoso de dividir o mesmo amor: Imperador.
Tantos anos se passaram e Cidão ainda lembra de alguns jogadores que passaram pela equipe. "Elinho (hoje na coordenação da base da Francana), Perna e Cocinha fizeram ótimos jogos, eram muito bons. Ajudaram muito o time", contou Cidão. Para relembrar como eram esses atletas, ele guarda em casa uma fotografia. "Isso aqui (mostra a fotografia) foi há uns 15 anos", arrisca uma recordação. Na foto os jogadores estão no Lanchão.
Nos dias de semana o torcedor vira pintor. Mas é só chegar o fim de semana que as roupas sujas de tinta dão lugar ao preto, uma das cores do time. "Visto a camisa mesmo. Nada de ter tarefa no meu dia de jogo". Na arquibancada, Cidão se realiza e vira adolescente no meio dos torcedores. "O corpo está velho, mas a alma de torcedor continua muito viva."
Quem disse que Imperador não tem rival? Ao lado do bairro, o Formosa é responsável por uma rixa. "A briga é só em campo, nada de violência. Mas quando enfrentamos contra o Formosa o jogo é forte. Nem pisco", contou Cidão, que deixou escapar o gostinho de ganhar do adversário. "É bom", confirmou.
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