Suspensa desde agosto, a construção de 72 casas no Jardim Santa Bárbara destinadas às famílias carentes será retomada em janeiro de 2010. Os imóveis estavam sendo erguidos em sistema de mutirão, mas este não funcionou. A Prefeitura decidiu recorrer à CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e deve agora dar continuidade às obras.
Atualmente, das 72 casas, apenas trinta estão cobertas. Faltam os serviços de hidráulica, elétrica e acabamento, como piso e pintura. As demais estão em fase de fundação e instalação de muros de arrimo. A previsão era que todas fossem entregues em julho do ano passado, mas, segundo a secretária municipal de Urbanismo, Valéria Marson, a obra não estava mais evoluindo. “As pessoas não estavam comparecendo à obra. Os poucos que ajudavam não tinham experiência”.
A Prefeitura chegou a reforçar o número de pedreiros monitores, mas, ainda assim, as obras continuaram em um ritmo muito lento. “Fizemos um cálculo e vimos que no ritmo que estávamos levaríamos uns dez anos para entregar esses imóveis. Não se pode esperar um prazo desse. Decidimos paralisar tudo e pedir ajuda”, disse.
Em busca de parceria, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) esteve em São Paulo no final da semana passada e assinou convênio no valor de R$ 1,7 milhão com o secretário de Estado da Habitação e presidente da CDHU, Lair Krahenbuhl. Com os recursos, o município terá condições de contratar uma empreiteira para prosseguir com as construções no Santa Bárbara.
A licitação para a escolha desta empresa será aberta na próxima semana e levará, no mínimo, 45 dias para ser concluída. Só então, as obras recomeçarão. A previsão do município é entregar as 72 moradias num prazo de doze meses.
<b>BENEFICIADOS</b>
Os contemplados com os imóveis foram selecionados a partir de triagem feita pela Secretaria da Assistência Social. São famílias carentes que residem em barracos construídos em áreas de preservação ambiental, moram de favor na casa de parentes ou pagam aluguel com pouco recurso que tem. Todas continuam no programa e receberão a chave dos imóveis assim que estiverem prontos. A diferença é que não precisarão mais participar das obras.
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