Justiça absolve acusado pelo ‘crime do Coliseu’


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O sapateiro JMS, 21, acusado de ter matado a tiros o curtumeiro Reginaldo Aurestes Rodrigues Marques durante um baile de rap no salão do "clube Coliseu", em 2004, foi absolvido pelo Júri de Execuções Criminais na manhã de ontem. Por falta de provas e materialidade, o réu foi inocentado do crime, inclusive com a concordância da promotoria. JMS está preso no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Serra Azul por responder a outro delito. Com a decisão da Justiça francana, o processo sobre a morte de Reginaldo Marques está encerrado. Contraprovas ajudaram a inocentar o acusado durante o processo que vinha se arrastando desde outubro de 2004. JMS chegou a confessar o crime, mas os exames feitos em suas mãos, que apontaria a existência de pólvora e que teria atirado naquela noite, deram negativo. "Além disso, testemunhas informaram que o autor seria outra pessoa. Por circunstâncias, ele foi forçado a confessar o crime. O receio era de que sua família sofresse violência. A confissão não basta. Depende de outras provas. Tanto que a acusação não obteve indícios dele ser o autor do crime", disse o advogado de defesa Albino de Almeida. A morte de Reginaldo Aurestes tem como suposto autor Paulo Rogério Mazali, 22, o "Rogerinho", executado três meses depois do "crime do Coliseu", com cinco tiros, na saída de uma boate no Centro. O Promotor Odilon Néri Comodaro não foi encontrado.

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