Um modelo de capacitação utilizado nas empresas de todo o mundo está sendo usado em Franca para mostrar o caminho do sucesso aos empresários da cidade. Carimbado pela ONU (Organização das Nações Unidas) e desenvolvido há dez anos pelo Sebrae, o Programa Empretec orienta os interessados a investir seu capital, pesquisar mercado, escolher seu público alvo e se tornar competitivo.
O Empretec foi desenvolvido a partir de uma pesquisa com 500 empresários de todo o mundo. A partir das entrevistas, 30 comportamentos comuns aos empreendedores de sucesso foram listados. São esses comportamentos que são ensinados pelo curso.
O grande diferencial do programa é que as estratégias para alcançar o sucesso só são reveladas durante o curso em que os participantes ficam em uma espécie de confinamento - em um hotel - durante nove dias seguidos e oito horas diárias. O custo para participar é de R$ 500. No valor, estão incluídos material didático e cafés da manhã e da tarde.
É no confinamento que os participantes descobrem se têm potencial competitivo e comportamento empreendedor. O resultado final pode ser a desistência do negócio atual -para investir em outro - ou a chave para ampliação da empresa. “O Empretec potencializa o que a pessoa tem, mas que ainda não sabe”, disse Evernon Reigada, analista do Sebrae.
Renato Raimundo, proprietário da Stick Fran Componentes, foi um dos participantes do curso. Ele não revela o conteúdo aplicado - prática comum entre os participantes -mas diz que descobriu a direção para expandir seus negócios durante o confinamento. “Posso dizer que existe um Renato de antes e outro depois do Empretec”. Quando se inscreveu no curso, há sete anos, a Stick Fran contava com sete funcionários e uma única loja. Atualmente, são 82 funcionários distribuídos em quatro lojas. Renato montou, ainda, três depósitos. Têm planos para construir um amplo prédio na Rua Minas Gerais e abrir uma nova loja em Novo Hamburgo (RS).
As histórias dos ‘empretecos’ são bastante comuns. Carlos Luiz Silva é diretor da Calçados Kalluci. Em 2003 estava desestimulado e pensou em seguir para outro negócio. A empresa já tinha treze anos, mas era pequena. Ocupava um barracão de 60 metros quadrados e tinha quatro funcionários. Ele persistiu no negócio e hoje a empresa ocupa um prédio de mil metros quadrado e tem 60 funcionários. Produz sapatos de segurança e vende para todo o país. “É preciso aprender planejar, ter metas de risco calculadas. É isso que o curso ensina. Eu consegui”, conta.
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