Meninas eram levadas para sala vazia na escola


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A polícia apurou que o professor acusado de molestar duas alunas tinha acesso e teria usado salas de aulas ociosas para levar suas vítimas. Outro ponto que chamou a atenção é sobre uma informação que veio à tona com o depoimento de uma das meninas. Ela teria dito ter sido retirada pelo acusado da aula de outro professor antes de ser molestada. Ontem ele negou ter feito isso. Estes são justamente os principais pontos definidos como "conflitantes" pela de-legada Graciela Ambrosio no depoimento de ontem. "A diretora afirmou existir uma sala vazia. Uma ins-petora ouvida em depoimento também confirmou que o professor vivia perguntando de salas ociosas para dar reforço aos alunos. Além disso, ele tinha acesso à chave", disse Graciela. A delegada não revelou quantos, mas explicou que vários alunos declararam que o acusado retirou a menina várias vezes de outras aulas após permissão de colegas de trabalho. A primeira denúncia contra o professor surgiu em setembro. Uma menina de 11 anos, aluna do acusado, disse à polícia que ele teria passado as mãos em seus seios durante o intervalo na escola. A menor afirmou que chegou a pedir dinheiro para o acusado para comprar doces e balas. Ele teria levado a vítima para sala de aula e lá passado a mão em seu corpo e lhe agarrado. Testemunhas ouvidas na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) afirmaram terem visto o acusado com a aluna. Uma semana depois outra criança afirmou ter sido vítima do mesmo professor. A segunda aluna a procurar a polícia, acompanhada da mãe, disse ter sido molestada pelo professor dentro de uma sala de aula. Segundo relato da menina à delegada, o professor também a teria conduzido até uma sala de aula vazia. Lá, teria feito com que ela praticasse sexo oral nele. O fato teria ocorrido em três oportunidades. A menina chegou a ser retirada da aula de outro professor e levada para uma sala da escola. Segundo Graciela, a história da menina foi corroborada pelas várias testemunhas, sem explicar se entre elas está o professor que teria autorizado a saída da menina.

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