Depois de mais de cinco anos com uma banca de pesponto num cômodo da casa, Maria Aparecida de Campos Filha, 44, desistiu no começo deste ano de trabalhar na área. Segundo ela, estava ficando inviável financeiramente manter a banca aberta. Para não ficar parada, Maria abriu uma loja de sapatos e variedades no mesmo espaço onde anteriormente funcionava a banca no Jardim Vera Cruz. “Estava pagando para trabalhar. Tinha que buscar e levar as fichas e comprar todo o material. Vimos que não compensava”.
Maria trabalhava com o marido e o filho e estava prestes a legalizar o serviço e contratar funcionários, porém desistiu da ideia quando calculou os gastos com encargos trabalhistas e demais impostos. “A banca fica boa parte do ano sem serviço e precisa ter muita responsabilidade. Só em algumas época que há trabalho em excesso. Isso desanima qualquer um”.
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