Manter uma banca pesponto aberta e legalizada não tem sido fácil para muitos banqueiros de Franca. A alegação é de muita responsabilidade e serviço e pouco lucro no fim do mês. Eles dizem rejeitar novos pedidos por já estarem com a produção no limite até dezembro e não terem como arcar com mais despesas.
Com uma banca que produz 350 pares dia (cem a mais do que o habitual), Oldemar Júnior Paranhas, contratou quatro funcionários recentemente, porém não pensa em ampliar ainda mais o quadro por causa de custos. “Essa demanda acaba cedo, então não compensa. Se for colocar mais pessoas, precisarei comprar novas máquinas que depois ficarão paradas”, disse. Por dia, ele tem recebido, em média, duas ligações de empresas interessadas em contratar seus serviços.
Proprietário de uma banca no Residencial São Tomaz, José Costa da Silva diz que, apesar do grande número de pedidos e da procura ainda persistir, manter a banca controlada nos gastos é a melhor saída. A banca de José Costa faz 400 pares dias, ante 250 feitos anteriormente. “Estamos no limite. Temos bastante serviço e não há como pegar mais”.
Outro banqueiro, Daniel da Silva, disse que em razão do aumento de serviço precisou instaurar duas horas extras diárias e trabalho aos sábados, das 7 às 11 horas. A medida foi escolhida como forma de evitar novas contratações. “Primeiro, a gente contrata agora para dispensar em dezembro. Segundo, está cada vez mais difícil achar um bom profissional”. Daniel tem quatro funcionários e faz 80 pares dias. Antes de setembro, o volume era entre 50 e 60 pares dias. “Não tenho como pegar mais serviço. Três fábricas me procuraram, porém não pude aceitar. Até tenho máquina parada, porém não vale a pena”.
Segundo os banqueiros ouvidos pelo Comércio, o preço pago pelo par pespontado se mantém igual (em média R$ 5) nessa época do ano. As fábricas que não conseguem contratos em Franca acabam buscam uma alternativa em outras cidades da região e de Minas Gerais.
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