Jazz, blues e samba no Municipal


| Tempo de leitura: 4 min
<b>FERA</b> - o baixista Eduardo Machado trará no repertório o melhor da música instrumental
<b>FERA</b> - o baixista Eduardo Machado trará no repertório o melhor da música instrumental
Para comemorar os dez anos da escola de música IGB (Instituto de Guitarra e Baixo), o contrabaixista francano Eduardo Machado Barbosa fará um grande espetáculo nesta noite no Teatro Municipal de Franca, a partir 20h30. O evento contará com a participação dos professores da escola e do músico carioca Arthur Maia. Um show especial que trará no repertório o melhor da música instrumental nos gêneros jazz, blues e samba é o que prometem os artistas. A abertura do evento será feita por cinco professores da escola musical (Fabiano “Coelho”, Marcos Sabino, Diego Randi, Daniel Vasconcelos e Paulo Aímola) que mostrarão três canções instrumentais próprias. Depois será a vez de Eduardo Machado. No palco ele estará acompanhado por seu quinteto composto por Vinícius Melo (guitarra), Maurinho (bateria), Beto Sápio (sax), Gil Reis (teclado e piano) e Marcos Sabino (percussão). Na apresentação, que deve durar uma hora e meia, estão composições próprias do artista que buscou inspirações em Tom Jobim e Arthur Maia. Outra atração deste show será a participação de Arthur Maia. Esta será a quarta vez que ele visita Franca. Considerado um dos melhores baixistas do Brasil, Arthur é cantor, compositor e produtor musical. O artista já fez parte de shows de grandes nomes da música nacional como Gal Costa, Caetano Veloso, Roberto Carlos, Martinho da Vila, Djavan e internacionais como Pat Metheny, Plácido Domingo, entre outros. Arthur Maia já gravou três álbuns. O primeiro, “Maia”, em 1991, foi lançado no Brasil e em países europeus. Em 1996, saiu o seu segundo CD, “Sonora”, no Rio de Janeiro. Em 2002, o terceiro álbum “Planeta Música”. Agora, Maia trabalha no projeto de seu novo CD, “Planeta Música II”. Uma das principais composições é a música To Nico, que Arthur compôs em homenagem ao baixista Nico Assumpção, uma de suas fontes de inspiração. Aliás, inspiração é o que não falta na carreira do baixista. “Eu sou um amante da música. Ela nos faz diferente, nos une, por isso eu me desdobro em arranjos, programações, composições; e quero continuar investindo na música em todas as formas que eu conseguir, seja onde for”, disse. Nesta noite, além de tocar baixo, Arthur também colocará em prática seu trabalho, cantando e tocando violão. “Quem escolheu, a dedo, o repertório deste show em Franca foi o Du (Eduardo Machado); vamos tocar as músicas dos meus discos e outras canções que estamos ensaiando”, disse. Em entrevista ao caderno Artes na última sexta-feira, Eduardo Machado disse que tocar junto com Arthur Maia será a realização de um sonho. Para Maia a recíproca é verdadeira. “Nossa, eu também adoro encontrar gente talentosa assim como Eduardo, sou muito fã do trabalho dele. Ele é um baixista pronto para tocar em qualquer lugar do mundo, além de ser gente muito boa”, disse Arthur. MÚSICO FRANCANO SE DESTACA NA EUROPA Desde os 12 anos Eduardo Machado toca baixo. A paixão continuou na fase jovem e ele resolveu estudar música. Formou-se no contrabaixo elétrico em MPB e jazz no Conservatório Dramático e Musical “Doutor Carlos de Campos”, de Tatuí. Em 1996 foi para a Europa estudar na MI (Musicians Institute London) BIT (Bass Institute Technology), uma das melhores escolas de música no ramo. Sua carreira despontou quando ele começou a tocar em bandas da cidade, além de gravar com Rio Negro & Solimões, Ruan & Rafael, Diego Figueiredo, Roberto Menescal, e fazer parte da banda Mr. Magoo, onde ficou por dez anos. Eduardo Machado lançou seu primeiro CD autoral, em abril desse ano. Atualmente, é professor de música no IGB (Instituto de Guitarra e Baixo) e toca em teatros e festivais de jazz pelo Brasil. Em 2007 foi o segundo colocado do primeiro “Bass Festival Souza Lima & Cover Baixo” (concurso com baixistas de todo o Brasil). Com a carreira em alta, ele foi convidado para fazer shows em bares na França e na Alemanha há alguns meses. “Lá toquei com músicos brasileiros e fui a convite do violonista e compositor Ivinho Loppes, que é brasileiro e mora na França”, disse. Para conferir de perto o trabalho desses músicos, no Teatro Municipal, os ingressos custarão R$ 15 e podem ser adquiridos na maioria das escolas de música da cidade como IGB e Casa São José, e na Sebo Almanaque. Também no próprio teatro.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários