Depois de três anos ‘incubado’, empresário ganha o mercado


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<B>OPORTUNIDADE</B> - Paulo Afonso Del Bianco na produção de sua fábrica no Jardim Paulistano. Microempresário deixou a Incubadora de Empresas e, com ajuda do projeto, passou administrar sozinho seu negócio
<B>OPORTUNIDADE</B> - Paulo Afonso Del Bianco na produção de sua fábrica no Jardim Paulistano. Microempresário deixou a Incubadora de Empresas e, com ajuda do projeto, passou administrar sozinho seu negócio
Três anos depois de ser acolhido na Incubadora de Empresas, Paulo Afonso Del Bianco, 60, segue para uma nova etapa na sua fábrica de calçados: a de administrar sozinho seu negócio. Ele é o primeiro empresário a deixar o projeto gerido pela Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) em parceria com o Sebrae (Serviço de Apoio à Pequena Empresa) e a Prefeitura de Franca. Durante três anos, Paulo contou com serviços de consultoria, desenvolvimento e capacitação na área. Ficou um ano a mais que o previsto porque houve troca de gestão. Aproveitou a oportunidade para ganhar mais experiência. “Estou pronto para seguir sozinho”, disse. Em setembro, deixou um espaço vago no prédio da Rua Antônio Bernardes Pinto, na Vila Chico Júlio, onde ficaram outros 12 incubados. O mesmo local onde aprendeu, na prática, gestão e administração de empresa. Antes de ser um “incubado”, ele chegou a produzir no fundo do quintal de casa, mas pouco evoluiu. Fazia 12 pares de calçados por dia. “Era informal. Vendia de porta em porta. Às vezes, colocava os sapatos no capô do carro para vender”, conta. Em março de 2006, Paulo decidiu entrar no projeto de incentivo às pequenas empresas. Não se arrependeu. Sua produção triplicou e ele já emprega dez pessoas - em serviços diretos e indiretos. Criou marca própria e ampliou seu raio de atuação. Deixou de vender apenas na região e conquistou clientes em São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. Sua pequena fábrica funciona hoje no Jardim Paulistano. Um amplo cômodo é usado para cortar e montar os sapatos. Pesponto e costura dos calçados são feitos por bancas. Apesar de ainda pequeno, Paulo sonha em ampliar o negócio e empregar mais pessoas. “Ganhei experiência de produção e qualidade. Espero que as coisas melhorem e, claro, que a empresa cresça”. <B>O PROJETO</B> O projeto Incubadora de Empresas iniciou 2009 com apenas quatro incubados dos setores de calçados, componentes, acessórios, máquinas, serviços e mecânica. Hoje está com sua capacidade máxima esgotada. Atende a 12 microempresários apenas dentro do prédio na Vila Chico Júlio. Como o interesse pelo projeto é grande, a mesma assessoria passou a ser prestada a outros três fabricantes que atuam em espaços próprios. Esse número também pode chegar a 12. Durante dois anos, os “incubados” recebem treinamentos nas áreas de marketing, vendas e finanças. O custo para permanecer no projeto é baixo porque, além do suporte da Acif e Sebrae, é a Prefeitura quem paga o aluguel e a manutenção do prédio.

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