Furto, estelionato e falsidade ideológica. Estas são as passagens anteriores registradas contra o professor de 38 anos, acusado por duas alunas de apenas 11 anos de molestá-las sexualmente. A informação foi confirmada pela delegada Graciela de Lourdes Davi Ambrosio, que investiga as denúncias de abuso sexual contra o docente. Em todos os casos citados, ele foi absolvido.
As passagens pela polícia começaram em 1991, quando ele trabalhava como sapateiro. Naquele ano, o professor se envolveu em denúncias de furto. A polícia não revelou que tipo de objeto ele furtou, mas confirmou que logo depois o rapaz foi absolvido da acusação. Além deste crime, outros apareceram em seu DVC criminal. De 1998 a 1999, o professor enfrentou dois processos por estelionato e uso de identidade falsa. Na mesma época, consta que o acusado foi fichado na DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Também foi absolvido das acusações.
Para a delegada Graciela de Lourdes Davi Ambrosio, as passagens mostram que, apesar de não ter sido condenado, o professor da rede estadual de ensino não possui indicativos de boa conduta. "Isso vem mostrar para a Justiça que nosso investigado não seria uma pessoa de ficha limpa. Ele foi absolvido de todas as acusações daquela época. Mas suas passagens serão anexadas no inquérito que apura as acusações de abuso", disse Graciela.
A reportagem do Comércio tentou novamente manter contato com o professor, mas nos endereços em que ele supostamente poderia ser localizado ninguém sabe de seu paradeiro. Vizinhos da casa onde ele mora, disseram que ele foi visto apenas no final de setembro. Nos telefones, tanto de sua casa, quando de uma possível namorada, ninguém atende.
As denúncias contra o acusado surgiram no dia 23 de setembro quando uma de suas alunas contou que o professor havia passado as mãos em seus seios. Sete dias depois, outra garota, também de 11 anos, aluna da mesma escola, mas de classe diferente da primeira, denunciou ter feito sexo oral nele. Até o momento a polícia já ouviu seis alunos da escola, que afirmaram terem visto o acusado conversando com as vítimas.
A delegada declarou que irá ouvir funcionários da escola onde ele dava aulas nos próximos dias. O suspeito assim que teve seu nome envolvido com as acusações foi afastado pela direção da escola. Desde então não foi mais localizado.
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