Garota de 15 anos confessa ter armado com namorado assalto a sua própria casa


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<b>AO PÉ DO OUVIDO</b> - Policiais militares ouvem depoimento informal de adolescente no dia em que roubo foi comunicado: menor confessou ter ‘participado’ de assalto à residência de seu pai e que reuniu cinco bandidos
<b>AO PÉ DO OUVIDO</b> - Policiais militares ouvem depoimento informal de adolescente no dia em que roubo foi comunicado: menor confessou ter ‘participado’ de assalto à residência de seu pai e que reuniu cinco bandidos
O assalto ocorrido no último dia 5 de outubro, onde uma adolescente de 15 anos, disse ter ficado refém por mais de três horas nas mãos de cinco bandidos, não passou de uma farsa. Em depoimento à polícia, a menor confessou que "armou" tudo com os assaltantes, um deles seu namorado. A intenção era roubar o cofre que estava em sua casa, no Bairro Cidade Nova, e pertencia a outra pessoa que residiu anteriormente no imóvel. A garota participou da encenação se passando por vítima. No dia do crime, ela chegou em casa às 15 horas. Três horas depois, apareceram seu pai, a irmã e um cunhado. Dominadas, as vítimas foram trancadas num quarto do apartamento. O bando fugiu levando o cofre com R$ 67 mil em cheques. Um dos marginais que participou da ação é Luiz Rafael da Silva Aguiar, o "Aranha", preso dois dias depois por tráfico de drogas. O rapaz é apontado pela polícia como um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) em Franca. (leia mais no apoio). De acordo com investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), a menor confirmou que planejou toda a ação com seu namorado, o desempregado Gilberto Cezar Vasconcelos, 28, o "Gil", morador no Jardim Panorama, e Jefferson Lucas dos Santos, 28, o "Negão", morador no Jardim Paulistano. Estes dois estão foragidos. "Ela conheceu o Gil através de uma amiga da escola, que namora com o Jefferson. A garota comentou com eles que seu pai tinha um cofre dentro de casa (o cofre na verdade era de um ex-morador do imóvel)", disse o investigador Marcos Euclides. Segundo a adolescente, a intenção do grupo era furtar apenas o conteúdo do cofre, mas o plano falhou por não conseguir abri-lo antes da chegada do pai da garota. Foi então que os marginais decidiram levá-lo. Para isso, simularam um assalto. "Naquela semana, o pai e a irmã da menor iriam para um rancho e ela facilitaria a entrada do bando na casa. Como ninguém viajou a menina antecipou a ação para segunda-feira", disse o policial. No dia combinado, a menor foi a primeira a entrar no apartamento. Quinze minutos depois, o namorado "Gil" levou seus comparsas, entre eles "Aranha", para o interior do imóvel. Foi esta passagem que alertou a polícia. Uma testemunha viu a adolescente entrando acompanhada em casa e não rendida, como ela afirmou no dia do roubo. "Depois de ouvirmos testemunhas que viram a movimentação no imóvel no dia do crime, interrogamos a adolescente que então revelou toda a trama", disse Euclides. A pedido da família, a polícia não revelou o paradeiro da menor. <b>A FARSA</b> O crime deu errado por motivo considerado banal. Os bandidos tentavam abrir o cofre dentro do imóvel quando a adolescente informou que seu pai estava chegando. "Aranha", armado com revólver, teria então simulado o assalto. A menor foi trancada num quarto com sua família. "Falaram para não gritar senão eu iria morrer. Fiquei assustada (...). Fiquei pensando o que fariam quando meu pai chegasse. (...) Temi pela vida da minha família", disse a adolescente, na ocasião, à Rádio Difusora. Era tudo mentira.

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