Pacientes e plano de saúde serão ouvidos


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A Polícia Civil de Franca buscará elementos durante a semana para tentar provar que o homem que se diz homeopata, detido sexta-feira, estava mesmo se passando por médico. O delegado responsável pelo caso, João Walter Tostes Garcia, pretende ouvir pacientes do acusado e a direção do plano de saúde para apurar os motivos pelos quais o nome dele constava na relação dos integrantes do corpo clínico. Na quinta-feira, a polícia recebeu uma denúncia anônima dando conta de que o homem de 30 anos estaria exercendo irregularmente a medicina. A equipe de investigação obteve um cartão de apresentação do acusado com a inscrição homeopata logo abaixo de seu nome, um recorte de jornal apresentando-o como especialista e um panfleto com a relação de médicos que atendem por um plano de saúde até então desconhecido na cidade. No dia seguinte, foram até o consultório dele, no Bairro São Joaquim, e apreenderam medicamentos, recebidos de pagamento de consultas, guia de aprovação para consulta médica e exame laboratorial e uma agenda com nomes de clientes. "Vamos ouvir os pacientes para apurar se ele receitou medicamentos. O responsável pelo plano de saúde será intimado para explicar como é possível se contratar uma pessoa sem formatura para exercer este tipo de atividade", afirmou João Walter. Os policiais confirmaram que não procede a informação de que o investigado teria feito o curso de homeopatia em uma entidade ligada à USP. Apesar de ter sido detido e levado à delegacia, o homem responderá às acusações em liberdade.

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