No interior do mosteiro, uma vida de silêncio


| Tempo de leitura: 1 min
No Carmelo de Franca, as 17 freiras vivem em quartos separados, que elas chamam de celas. Dormem sem colchão, sobre um cobertor, como forma de sacrifício. Lavam, passam, cozinham e são responsáveis pela limpeza do prédio. Não têm televisão nem rádio. Têm acesso à internet, mas usam apenas para pesquisas e contato com familiares. Só saem do Carmelo para ir ao médico, dentista ou para votar durante as eleições. Sempre recebem o público, inclusive os parentes, em salas reservadas, onde ficam separadas por grades enquanto recebem pedidos de orações. “As grades são para preservar o espaço de oração, de silêncio”, disse frei Alzimir Debastiani. “Nos retiramos do mundo para cuidarmos dos interesses de Deus e da igreja. É um afastamento não do mundo criado por Deus, mas dessa correria do mundo e até do pecado, para nos dedicarmos às orações”, disse Irmã Teresa de Jesus, 36, que vive no Carmelo há 14 anos. As freiras que vivem enclausuradas fazem três votos: de pobreza, castidade e obediência. “No fundo, os votos são imitação de Jesus, que foi casto, pobre e obediente à vontade do Pai”, disse o frei. A rotina de orações começa quando ainda é madrugada. As carmelitas acordam às 4h40. Fazem orações, participam da missa das 7h30 todos os dias na capela do mosteiro, estudam e fazem artesanato. Procuram cuidar da casa separadas uma das outras. Quando estão juntas, se comunicam por sinais. Só conversam nos dois recreios que têm por dia. “Fazemos assim para vivermos na solidão. Escolhemos viver com Cristo. Não adianta deixar o lado de fora e ficar aqui dentro tagarelando o tempo todo, deixando de estar com quem nos propusemos, que é Deus”, disse a Irmã Teresa. As carmelitas vivem de doações.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários