A Polícia Civil de Franca acusou um rapaz de 30 anos de exercício ilegal de medicina na tarde de ontem. Em seu consultório foram apreendidos caixas de medicamentos alopatas e homeopatas, recibos de pagamento de consultas e guias de aprovação para consulta médica, além de exames laboratoriais. O acusado, natural de Franca e que está há cerca de dez meses com consultório montado na cidade, afirmou ter sido vítima de um mal-entendido e que está habilitado a exercer a função, mesmo não sendo médico (leia mais no apoio).
O delegado João Walter Tostes Garcia, responsável pelas investigações, explicou os motivos que ocasionaram a acusação. "Constatamos que ele não tinha diploma algum ou qualquer tipo de curso relacionado a esta área médica. Para o CRM, a atividade necessita de diploma do curso superior de medicina (leia mais nesta página). Pelo que apuramos até agora, ele se fazia passar por médico. Por isso, registramos a ocorrência como exercício ilegal da medicina", afirmou.
O caso teve início em uma denúncia anônima feita, quinta-feira, ao Centro de Inteligência da Polícia Civil que informou que ele estaria se passando por médico. Os policiais juntaram então alguns elementos que comprovariam a irregularidade, entre eles, um cartão de apresentação do acusado com a inscrição homeopata logo abaixo de seu nome e um recorte de jornal apresentando-o como especialista.
Ontem policiais o detiveram durante uma consulta marcada para as 15 horas. Um policial gravou o atendimento e deu o sinal para que o delegado João Walter Tostes entrasse na sala onde estava o suspeito e lhe desse voz de prisão. Detido, ele foi conduzido para o 2º DP, onde prestou depoimento.
O único documento apresentado para justificar a ocupação foi a cópia de um certificado de que seria integrante de uma associação nacional de terapeutas. Ainda assim sua defesa afirmou que não havia motivos para a detenção. "Ele nunca se passou por médico e tem formação para ser terapeuta. Ele só exerce a profissão para a qual é formado", disse Reginaldo Carvalho. Ele foi liberado após o depoimento e o caso continuará sendo investigado.
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