Estudante diz que professor acusado de abuso sexual a assediava pela internet


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Uma das duas meninas de 11 anos (que acusam um professor de 38 anos da rede estadual de ensino de abuso sexual), disse à polícia que mantinha contatos com o docente em sites de relacionamentos. Segundo depoimento, ele a teria convidado, via computador e fora do horário de aula, para ir até sua casa. A delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio investiga a informação e vai pedir perícia nos computadores das vítimas. O objetivo é descobrir o teor dessas conversas, o que poderá dar subsídios para as acusações contra o professor. Ele é suspeito de passar a mão nos seios de uma estudante e levar outra a uma sala da escola onde trabalhava para que ela praticasse sexo oral nele. Foi essa segunda garota que falou à polícia sobre o assédio via internet. De acordo com seu relato, por várias vezes ela e o acusado trocaram mensagens através de sites como Orkut e MSN. “Segundo confirmado também por colegas da vítima, ele mantinha conversas com ela através destes sites. Pelo MSN ele fazia propostas a ela”, disse a delegada Graciela. O professor, num destes contatos, teria combinado buscar a menina para que ela fosse em sua casa. “A menina nos disse que ele chegou a marcar um encontro no momento em que ela estivesse sozinha. Então a levaria para casa dele. A mãe tentou recuperar no computador de sua filha as conversas com o professor, mas não conseguiu. Pedirei que seja feita uma perícia no aparelho para encontrar evidências”, disse a delegada que não revelou se há outras vítimas do caso. Até aqui, além das duas crianças que relataram os abusos, seis alunas prestaram depoimentos. Na próxima semana mais duas testemunhas devem ser ouvidas na DDM. São alunas da escola onde o professor trabalha que, segundo a delegada, viram as vítimas conversando várias vezes com o acusado. A delegada revelou ao Comércio que uma delas também teria feito contatos com o professor através de sites de relacionamentos. “Segundo apurado, esta menina, que é da mesma escola, teria através do MSN conversado com o professor. Ele teria dito que ela era muito bonita”, disse Graciela. O primeiro caso contra o professor surgiu no último dia 23 de setembro. Na ocasião, uma menina contou que o professor havia passado a mão em seu seio. Depois uma outra garota da mesma série, mas de outra classe, afirmou ter sido vítima do mesmo homem. Ele a teria feito praticar sexo oral nele. A delegada ainda não marcou o depoimento do professor. “Assim que tiver elementos suficientes, ouvido todas as possíveis vítimas e pessoas que considero importante nas investigações, eu o chamarei para ser interrogado”, disse Graciela. O acusado foi suspenso pela direção da escola.

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