Jovem escolhe carreira por vocação


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Aulas de manhã e à tarde. Durante a noite, pós graduação na área. Assim é a rotina do professor de português da rede estadual, Ricardo Alexandre Ferrarez, 30. Formado há quatro anos, ele trabalha em cinco diferentes escolas estaduais e também dá aulas particulares. Para Ferrarez, ele só escolheu ser professor por vocação. “Gosto da versatilidade da linguagem”. Com 27 aulas de recuperação paralela semanais, ele reconhece que a carreira de professor não é fácil. “Na prática não temos o que comemorar neste dia 15 (dia do professor). É um desafio conviver com realidades diferentes dentro da sala. São, em média, 25, 30 alunos diferentes para um único professor”. Para ele, a dificuldade para fazer carreira na área (o que inclui passar em um concurso), a falta de respeito em sala de aula e os baixos salários explicam o porque do baixo interesse na profissão. “Passei dois anos estudando para concurso. É uma barra. No começo o professor precisa encarar tudo o que aparece, caso contrário fica sem trabalho”. Ferrarez acredita que é preciso investir na qualificação. “Faço pós-graduação para crescer na área e assim poder ter um salário mais digno. O professor não pode ficar parado e se contentar com o que ganha. Ele precisa fazer o seu rendimento”.

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