Polícia deve reconstituir morte de sitiante na próxima semana


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<b>VÍTIMA DA VIOLÊNCIA</b> - A dona de casa Aparecida dos Santos Pereira segura foto do marido morto por causa de dívida em Patrocínio Paulista: dificuldades desde o homicídio
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A Polícia Civil deve realizar na próxima semana a reconstituição da morte do sitiante Eduardo Donizete Pereira, 38, ocorrida em Patrocínio Paulista. Os autores do assassinato João Martins da Cruz, 45; seu filho João Paulo de Oliveira Cruz, 18, e Antônio Martins da Cruz, 38, tio de João Paulo, voltarão à cena do crime para mostrar como mataram o sitiante. A reconstituição é uma peça importante do inquérito. Serve para tirar eventuais dúvidas da polícia sobre a participação de cada envolvido no crime. A data ainda não ficou definida, mas deve ocorrer no início da próxima semana. Ontem, a mulher do sitiante Eduardo Pereira esteve na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) para buscar o carro do marido. O Fiat Palio foi encontrado perto de um motel às margens da Rodovia Fábio Talarico, entre Franca e São José da Bela Vista. O veículo foi usado pelos assassinos para transportar o corpo de Pereira até o Rio Santa Bárbara, onde foi desovado. Aparecida dos Santos Pereira disse que ainda não sabe o que fará com o carro. Ele está financiado e restam 48 parcelas para sua quitação. Grávida de oito meses, Aparecida passa por necessidades financeiras. O dinheiro que o marido iria receber com a venda do gado seria usado para pagar contas do lar, comprar o enxoval do bebê, pagar prestações do carro e de um televisor. "Estávamos fazendo planos com o dinheiro, mas isso não importa agora. A gente trabalha e ganha outro. O que não podia era eles terem feito isso com meu marido. Foi uma covardia. O Eduardo não tinha inimigo, era uma pessoa honesta e trabalhadora", disse Aparecida. O sitiante Eduardo Donizete Pereira foi morto na noite do dia 28 de setembro quando saiu de casa para receber R$ 22 mil referentes à venda de 12 cabeças de gado aos autores do crime. João Martins, João Paulo e Antônio Martins planejaram e executaram o assassinato com objetivo de não pagar a dívida. Eles foram indiciados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. João Martins permanece internado na Santa Casa sob escolta policial. Um dia depois de sua prisão ele passou mal e foi hospitalizado.

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