A UPA 24 horas (Unidade de Pronto-Atendimento) é um novo modelo de atendimento à população criado pelo Ministério da Saúde, através da Portaria Nº 1.020, de 13 de maio de 2009, visando um serviço que funcione em horário integral, inclusive nos fins de semana. A unidade é equipada tanto para atender pequenas e médias emergências quanto casos graves, até que o paciente seja removido para um hospital. Cada UPA tem consultório de pediatria, clínica médica, ortopedia e odontologia. Além disso, há salas de nebulização e medicação, sutura, raios-X, gesso e laboratório, onde são realizados na hora os exames pedidos pelos médicos. Nas salas de observação tem leitos para adultos e crianças. Nelas, todos os recursos médicos disponíveis para estabilizar pacientes graves até serem removidos para um hospital. Toda UPA tem uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de prontidão para fazer transferências.
A cidade que tem sua população acima de 300 mil habitantes tem direito de receber uma unidade de nível porte III, com uma área física de 1.300 m2 (mil e trezentos metros quadrados) e número de atendimentos/dia de 301 a 450 pacientes, contendo de 13 a 20 leitos para observação. O custo estimado de cada UPA é de R$ 2,6 milhões para construção e equipamento; mais R$ 360 mil por mês, de custeio para manutenção. O Ministério da Saúde financia 100% do investimento e 50% do custeio das unidades. Em 2009, o Estado de São Paulo foi contemplado com 59 UPAs e há uma previsão para a construção de mais 59 unidades em 2010.
Franca vive hoje um caos na saúde pública. Para se ter idéia, pessoas enfrentam horas nas filas das UBSs para conseguir uma simples consulta com um clínico geral e muitas vezes saem sem o devido atendimento. Depois que a gestão da saúde foi entregue para o Estado pelo atual prefeito, a população está tendo que se deslocar para outras cidades – como Bauru e Ribeirão Preto –, para a realização de cirurgias simples (vesícula e hérnia) e essa dependência crucial a outros centros vem causando grande desconforto e revolta aos pacientes.
O mais incrível é que Franca pode ter uma UPA e resolver esses problemas. O governo federal está à disposição, bastando apenas que o prefeito Sidnei Franco da Rocha deixe de lado questões políticas e partidárias e, através da Secretaria Municipal de Saúde busque junto ao CIB (Comissão de Intergestores Bipartite) do Estado de São Paulo, a implantação da unidade. Não podemos perder a oportunidade de ter esse serviço essencial. Sem dúvida, seria uma grande melhoria para nosso sistema de saúde ao mesmo tempo em que amenizaria o estrangulamento gerado nas portas dos hospitais.
Gilson Pelizaro
Vereador pelo PT de 1993 a 2008 e candidato a prefeito em 2008
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