Amor pela música


| Tempo de leitura: 3 min
RECONHECIMENTO - Gládys de Pádua toca violoncelo em praça da cidade: 24 anos dedicados ao sonho de ser musicista
RECONHECIMENTO - Gládys de Pádua toca violoncelo em praça da cidade: 24 anos dedicados ao sonho de ser musicista
Quem olha para este rostinho não imagina quantos anos faz que ela se dedica a música. Gládys de Pádua, 30, toca piano desde os seis anos e violoncelo desde 2006. Em 2008, foi convidada. Hoje faz parte, ao lado de mais 32 músicos, da Orquestra Sinfônica de Franca, a OSF, onde toca piano e violoncelo. Gládys tem uma história no mínimo interessante. Nasceu em Pernambuco, mas está em Franca há dez anos. Cursou jornalismo na Unorp - Centro Universitário do Norte Paulista, em São José do Rio Preto, mas nunca trabalhou na área. E nem quer. Gládys é apaixonada por música. A musicista divide seu tempo entre as aulas de violoncelo que ministra no Projeto Guri para 30 alunos, os ensaios da osquestra duas vezes por semana, os casamentos e festas em que toca e os estudos. Ela se prepara para prestar vestibular para o curso de música da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. Gládys fala com amor da profissão que escolheu. Para ela o músico faz o papel do ator no palco, pois empresta a sua sensibilidade para o compositor. “A música é a minha realização. No palco sou um instrumento do autor para levar ao público a emoção que ele sentiu ao criar sua obra. É contagiante”, descreve a carreira. Gládys concedeu entrevista ao Se Liga em uma praça da cidade. Enquanto falava com a reportagem tocou algumas músicas no violoncelo para tirar a foto que ilustra essa página. Todos - sem exceção - que passavam pelo local paravam para ouvir nem que fosse por alguns segundos. Sobre a Orquestra Sinfônica de Franca, para a qual foi convidada, ela fala com amor. No grupo desde sua formação, em agosto de 2007, ela acredita que eles ainda estão engatinhando, mas em breve darão grandes passos. Com o apoio da Prefeitura e a ajuda de algumas pessoas a Orquestra, que ensaia duas vezes por semana na capela do Colégio Champagnat, ainda tem pouco reconhecimento financeiro - ganham apenas R$ 150 por mês, ou seja, uma mera ajuda de custo. O reconhecimento financeiro pode ser pouco, mas o do público não para de crescer. As apresentações em Franca são sempre lotadas e para um público fiel. A próxima está marcada para os dias 17 e 18 de outubro, no Teatro Municipal “José Cyrino Goulart”, com um especial de músicas que marcaram filmes e séries. Para complementar a renda, além das aulas no Guri, Gládys toca em casamentos. Se trabalhar muito dá para ganhar até R$ 2 mil por mês. A dica para quem quer seguir carreira não são novidade: amor e dedicação integral. A Orquestra de Franca é uma Sinfônica, o que na prática representa que é mantida por verbas governamentais, sejam federais, estaduais ou municipais. A de Franca, por exemplo, tem ajuda da Prefeitura. Em contrapartida faz ao ano oito concertos gratuitos. Eventuais apresentações fora da cidade, em festas ou para fins particulares podem custar até R$ 2 mil. Já uma orquestra filarmônica sobrevive através de entidades com sócios (filarmônica vem do grego filos, que significa amigo).

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários