Ladrões voltaram a agir com liberdade. Ao menos oito ocorrências de furto a residências foram registradas pela Polícia Militar apenas na segunda-feira. Em apenas três oportunidades, a PM flagrou os ladrões com o furto ainda em andamento. Em sete delas, seus moradores não estavam presentes. Em comum, quase todas as situações remetem para a subtração de itens de pequeno valor.
Na segunda-feira pela manhã, dois homens entraram pelos fundos da casa da manicure MASJ, 49, na Rua Miguel Fernando Pianura, na Vila Tótoli. Segundo a polícia, após escutar barulhos no fundo da casa, ela teria visto dois homens pulando o muro levando botijão de gás, edredom, um módulo de som e vasilhames de cerveja. Acionada a polícia, os dois ladrões não foram muito longe.
Na Vila Santa Terezinha e no Jardim Dermínio, a PM também conseguiu prender os assaltantes em flagrante. Entre os objetos furtados e recuperados, estavam duas mochilas, um macaco hidráulico de carro, molinetes e um aparelho de som. Em cinco endereços, no entanto, os ladrões tiveram tempo para agir, aproveitando a saída de seus moradores. Os boletins de ocorrência têm em comum a descrição de ambientes revirados e muitos prejuízos.
No Jardim Cambuí, um ladrão entrou e levou o computador da casa. O morador do imóvel não estava e só descobriu o crime quando chegou, por volta das 15 horas, encontrando a janela danificada. De acordo com ele, vizinhos chegaram a escutar o alarme disparar, mas associaram o barulho ao mal tempo registrado segunda-feira à tarde.
Já no Residencial Nosso Lar, um marceneiro que também passou o feriado fora de casa recebeu visitas indesejadas enquanto estava fora. A porta da cozinha foi arrombada e os criminosos levaram uma câmera digital e folhas de cheques. No São José, o comerciante EMR ficou sem perfumes, DVDs e um videogame. Ele tinha ido viajar e, quando voltou, a porta estourada da cozinha já denunciava o que havia acontecido.
Outro que esperava aproveitar o feriadão prolongado foi o engenheiro agrônomo CRF, 37. Ao retornar de São José dos Campos, onde esteve, encontrou sua casa, na Vila Imperador, arrombada e o interior revirado. Ele não conseguiu especificar os objetos que foram levados. Para fechar a série, o vendedor LCCM, 33, relatou que sua casa no Bairro Cidade Nova foi invadida. Dela, levaram um aparelho de som, um televisor de 21 polegadas, um aparelho de DVD e um celular.
Procurada, a Polícia Militar, através do major Paulo César Gomes, 45, coordenador operacional do 15º Batalhão de Franca, informou que a quantidade de furtos registrada não é aceitável. Segundo o oficial, a população precisa ter consciência de que a segurança pública é dever da comunidade. Para Gomes, grande parte dos assaltos poderia ser evitada se a comunidade fosse mais solidária, avisando a polícia ao perceber pessoas suspeitas. “As pessoas se esquecem que amanhã elas podem ser roubadas ou ter suas casas furtadas por quem assaltou seu vizinho”, disse ele.
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