Maior bancada da Câmara, com quatro vereadores, o PP deverá ter um papel estratégico nas próximas eleições. É preciso de um capítulo à parte para que seja possível tentar explicar as particularidades da sigla. Quatro integrantes já manifestaram o desejo de se candidatar. As evidências apontam para uma briga interna de todos contra um. O nome da discórdia atende por Graciela Ambrósio. As evidências indicam que não serão poupados esforços internos para dificultar seus eventuais planos de chegar à Câmara Federal.
O PP estava abandonado em Franca e foi remontado há pouco mais de dois anos para garantir uma legenda pela qual Sidnei Rocha pudesse disputar a reeleição em 2008. O prefeito andava às turras com o PSDB e não tinha vaga garantida. As divergências foram deixadas de lado e Sidnei permaneceu no ninho tucano.
Bem estruturado e com um quadro forte, o PP foi a grande surpresa das eleições e fez quatro vereadores: Graciela Ambrósio, Laércinho, Oscar Mercuri e Marco Garcia. A delegada foi a mais votada ao receber 5.088 votos. Logo na posse, dia 1º de janeiro, ela mostrou que faria forte oposição e vem sendo a pedra no sapato do prefeito, o dono do partido.
Em julho, seis homens de confiança de Sidnei Rocha foram eleitos para dirigir o diretório municipal do PP: Jerônimo Sérgio (Administração), Alexandre Ferreira (Saúde e Desenvolvimento) e Valéria Marson (Urbanismo e Prohab), João Marcos Rodrigues (Emdef), Reginaldo Emídio (Feac) e Sérgio Menezes (Divisão de Cultura).
Com o cacife de vereadora mais votada, Graciela sabe que a popularidade adquirida lhe credencia a se candidatar para deputada federal. Embora evite confirmar, ela fala à vontade sobre o assunto. “Não fujo do desafio. Depende da situação. Se houver possibilidade, eu vou”.
O problema será encontrar uma vaga. O presidente do partido, João Marcos, garantiu à reportagem que também sairá para federal. Marco Garcia disse que a vaga para estadual é dele. Se não bastasse a disputa interna, o PP acaba de ganhar a adesão do empresário André Jorge, que concorreu pelo cargo de vice-prefeito no ano passado pelo PPS e que se filiou ao partido. “Cheguei agora e tenho de seguir a cartilha do partido, mas coloquei meu nome à disposição”. João Marcos afirmou que não haverá retaliação contra Graciela e que a escolha dos candidatos será feita de maneira democrática. “Se colocarem resistência, quem vai perder são eles, que me aceitaram como vereadora para atrair votos para o partido”, finalizou Graciela.
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