A sabedoria!


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O 28º Domingo do Tempo Comum traz uma bela lição para a nossa vida mostrando a fonte da verdadeira riqueza que é a Sabedoria! As leituras que serão proclamadas são: Sabedoria 7, Hebreus 4 e o Evangelho escrito por Marcos 10. O livro da Sabedoria (1ª leitura) conta uma ventura que parece-nos uma loucura. Narra a Bíblia que Salomão teve essa ventura. Certo dia subiu para a montanha de Gabaon para oferecer sacrifícios e teve um sonho: podia pedir o que desejasse e lhe seria concedido. Podia pedir ouro, saúde, poder, força mas, ao invés, ele disse a Deus: “eu não passo de um adolescente, não sei como governar um povo tão numeroso. Dai, pois, ao vosso servo, ó Senhor, a Sabedoria, um coração sábio, capaz de discernir entre o bem e o mal”. A leitura de hoje é uma reflexão sobre essa escolha feita por Salomão. Ele se comportou com sabedoria: preferiu a sabedoria de Deus a qualquer outro bem. Todos os tesouros, o ouro, as pedras preciosas, a beleza física e a própria saúde, de fato, em comparação com a sabedoria, são como nada, só lama, areia. Mas é verdade que para escolher a sabedoria é preciso renunciar a todas essas coisas maravilhosas da vida? A última parte da leitura responde a essa pergunta: junto com ela são também concedidos todos os outros bens. A 2ª leitura nos fala do valor que a Palavra de Deus possui e que ninguém tem autoridade para dizer que ela não possui força no coração do homem. O autor do texto aos Hebreus afirma que ela tem cinco características. Antes de tudo ela é “viva e eficaz”. A partir do momento que ela saiu da boca do Senhor, sempre produz resultados porque possui dentro de si a vida e a força de Deus. O profeta Isaías a compara à chuva que não cai nunca em vão: não volta para cima sem ter fecundado a terra e produzido frutos. A Palavra de Deus, além disso, é “cortante e penetrante” mais do que uma espada afiada, rija, inflexível: penetra até o âmago de quem a escuta. Não é uma pluma que acaricia as orelhas. Por fim, é também “juiz” de todas as nossas ações. Portanto, a palavra que nos deixa tranquilos e sossegados, que não perturba, que permite mantermos intactos todos os nossos hábitos, que não transforma a vida da comunidade com certeza não é a palavra de Deus. É pura conversa. No evangelho encontramos, em primeiro lugar, o diálogo de Jesus com um jovem rico que, certo dia, se apresenta a Jesus, se prostra diante dele e lhe pergunta: “Bom Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna?”. O jovem quer “herdar” a vida eterna e essa herança é dada gratuitamente. Ao perguntar “o que devo fazer?” o jovem entendeu que não deve somente esperar, que pode abandonar-se à ociosidade, à vida depravada, aos vícios, à imoralidade e que, no final, receberá da mesma forma, a herança. Jesus responde estimulando-o a observar os mandamentos. O jovem, por sua vez afirma que sempre observou os mandamentos. Ao ouvir isto, o Mestre fixa seu olhar carinhoso e afetuoso nele porque percebe que o seu coração está preparado para um vôo mais alto. Dirige, então, um convite: “Vai, vende tudo o que tens, distribui aos pobres e terás um tesouro no céu; depois vem e segue-me”. Não acrescenta qualquer outro preceito aos do Decálogo; simplesmente propõe aderir a uma mentalidade completamente nova, pede a renúncia a qualquer uso egoísta não só do dinheiro, mas de todos os bens. Não é possível tornar-se seu discípulo se o coração não estiver desprendido de tudo o que se possui: sucesso, diplomas, objetos, amigos influentes, honras, posição de prestígio... Encerra-se o episódio com a opção do rico em continuar com os seus bens. Não tem a coragem de aceitar a proposta de Jesus, não confia, não se anima a arriscar, tem medo de perder, afasta-se acabrunhado. Está angustiado porque não tem coragem de desapegar-se dos bens. Não consegue entender que o coração do homem foi criado para o amor infinito e enquanto permanecer escravo das coisas materiais só lhe restam o desencanto e a infelicidade. A segunda parte nos relata as considerações de Jesus sobre os perigos da riqueza. Esta constitui o obstáculo mais grave que impede alguém de se tornar cristão. O homem tentou transformá-la num ídolo, num deus que, quando invocado, proporciona tudo o que se deseja. Contém em si uma força sedutora poderosa. Quanto mais riquezas alguém possui, mais forte se faz sentir a tentação de amarrar o próprio coração aos próprios tesouros, a ponto de se tornarem um obstáculo quase insuperável para quem pretende entrar no reino dos céus. “É mais fácil ensina Jesus passar o camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar o rico no reino de Deus”. Pertencer a Deus é muito exigente! <b>A PADROEIRA DO BRASIL</b> Amanhã, dia 12, Festa de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Na Catedral serão celebradas missas nos seguintes horários: 7h, 10h e 19h. Vamos homenagear nossa Padroeira do Brasil! <b>PENSAMENTO</b> “O ideal do cristão não é a pobreza, mas a divisão fraterna dos bens que Deus pos à disposição de todos. Pecado não é ficar rico, mas ficar rico só para si”. <b>José Geraldo Segantin</b> <i>Pároco da Catedral de Franca</i> segantin@comerciodafranca.com.br

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