As Olimpíadas brasileiras


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No dia 5 de agosto de 2016 todos os olhos do mundo estarão voltados para a abertura dos Jogos Olímpicos na cidade do Rio Janeiro. Realmente foram momentos de extraordinária emoção, quando acompanhamos a abertura do envelope com o nome da cidade do Rio de Janeiro para sediar o evento olímpico. Obviamente não há como não vibrar com a conquista brasileira, principalmente pelo fato do reconhecimento da capacidade extraordinária das cidades que postulavam tal evento. Passada a euforia, há necessidade de estabelecer projetos que, inclusive, estabeleçam pactos, pois até os jogos haverá sucessão presidencial, de governadores e de prefeitos que, independentemente da ideologia partidária, terão que dar sequência aos objetivos e cronogramas a serem alcançados. Não poderemos aceitar de forma alguma que os R$ 26 bilhões de reais, que serão gastos na promoção dos jogos possam trazer sacrifícios aos cidadãos brasileiros de uma forma geral, pois podem querer reduzir gastos em outras cidades com educação, saúde, segurança etc. para beneficiar somente a cidade do Rio de Janeiro. Por outro lado, também não podemos aceitar que os jogos sejam financiados pelo aumento do déficit público, que por sua vez, alimentará o sistema inflacionário. Há que se louvar a conquista, mas temos que ficar atentos para que os mesmos desmandos ocorridos quando dos jogos Pan-Americanos não se repitam, principalmente com obras licitadas por determinado valor e que posteriormente tiveram seus contratos aditivados em três vezes o valor original, sem falarmos de outras que não efetuaram licitação na justificativa de que não haveria tempo suficiente para o término da obra até a abertura dos jogos. Igualmente será inaceitável que a Olimpíada se transforme em um ‘circo romano’, cuja única finalidade seja a de manter os cidadãos calados e iludidos. Não basta apenas sediar os jogos. É necessário que o Brasil comece a identificar talentos e dar condições para que participem com reais condições de medalhas. Para identificar talentos o local perfeito é a escola. Ouvimos autoridades dizendo que a partir de agora irão investir nas escolas para descobrirem talentos. Em razão dessa argumentação, passamos a efetuar algumas reflexões sobre o nosso Brasil de contradições. Recordamos que quando cursávamos o ginasial no Colégio “João Marciano de Almeida”, educação física era disciplina obrigatória que reprovava e os professores Agostinho, Pedroca, sargento Andrade e outros eram rígidos com a presença e o aprendizado da turma. A ginástica olímpica era aplicada com seriedade e a escola dispunha de todos os equipamentos necessários. Interessante é que governantes e alguns ‘iluminados’ que acreditam serem os detentores de ‘toda a sabedoria’, desmontaram a estrutura existente na área de educação física e agora, rapidamente, terão que voltar ao sistema que existia se quiserem descobrir algum novo talento esportivo e lhe dar condições para disputar uma olimpíada. Porém não irão querer dar o ‘braço a torcer’ e dizer que o sistema educacional de outras décadas, mesmo sem a tecnologia eletrônica dos dias atuais, tinha uma visão diferenciada. <b>VANDALISMO INSTITUCIONALIZADO</b> A invasão, pichação e destruição de pomar com milhares de pés de laranjas; de máquinas e equipamentos, de escritórios, casas de empregados etc, causada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é uma afronta às regras de convivência social elencadas em nossa Constituição Federal. Independentemente de qualquer argumentação, o direito de propriedade está sempre sendo desrespeitado pelo MST que faz e desfaz e nenhuma providência é tomada. Como diz o ditado, “para os amigos tudo, para os inimigos a lei’. O que foi cometido agora e em outras invasões é crime e não pode ficar sem punição, pois poderá servir de exemplo e motivação para outros atos. Não podemos aceitar a desmoralização do direito de propriedade consagrado na Constituição Federal. Somos favoráveis aos movimentos reivindicatórios desde que obedecidas a Constituição Federal e a legislação pertinente. Se o MST está insatisfeito com a forma como vem sendo conduzida a reforma agrária no governo Lula, que utilize os canais competentes para debater e discutir os pontos problemáticos, mas que não destruam postos de trabalhos, prédios, máquinas, casas, móveis e utensílios pertencentes aos trabalhadores rurais. E também compreendam que o MST não está legitimado a defender patrimônio público da União, fazendo ‘lei com as próprias mãos’. É muito contraditório vermos que enquanto o MST e suas entidades receberam, do governo federal em cinco anos, mais de R$ 115,1 milhões, as indústrias, os pequenos produtores, comerciantes etc. não conseguem sequer ter resposta a solicitação de linhas de créditos para seus negócios que realmente existem e geram empregos. <b>DIA DAS CRIANÇAS</b> Ah! Que saudade de meus tempos de criança. Vivia sempre correndo, não sabia por quê, mas estava sempre correndo. Rolava pelo chão para ver as imagens formadas pelas nuvens ou pelas estrelas ao anoitecer sem me preocupar se iria sujar a roupa ou não, pois isto era o que menos importava. Cantava, acreditando ser o melhor cantor do mundo. Falava o que pensava sem nenhum medo ou ressentimento. Hoje tento voltar a ser criança. Continuo correndo, procurando resgatar a essência mágica de ser criança. A todos nós eternas crianças, um Feliz Dia das Crianças! <b>Toninho Menezes</b> <i>Advogado, administrador de empresas, professor universitário</i> toninho menezes@comerciodafranca.com.br

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