O número de pessoas com suspeitas de gripe suína em Franca caiu. Os exames para a confirmação da presença do vírus Influenza A (H1N1), que causa a doença, coletados pela Secretaria de Saúde de Franca, que chegaram a 19 por semana, hoje não passam de 5. A informação é do secretário municipal de Saúde, Alexandre Ferreira, responsável por acompanhar os diagnósticos feitos nos três hospitais da cidade - Santa Casa, Unimed e Regional. Os especialistas apontam como motivos para a queda o aumento da temperatura causado pela chegada da primavera e uma mudança nos hábitos de higiene da população.
Segundo o secretário, os hospitais realizam dois tipos de exames. O primeiro é um teste rápido para saber se o paciente possui o vírus Influenza A. Se o resultado for positivo e a pessoa apresentar quadro de insuficiência respiratória grave, um novo exame é coletado e encaminhado para o Instituto Adolf Lutz, em São Paulo. Tanto o teste rápido quanto o que é feito para a confirmação do vírus H1N1 tiveram redução.
O Hospital Regional, que chegou a coletar três exames em um único dia no início de setembro, hoje realiza dois por semana. No Unimed, a assessoria não divulgou a quantidade de exames encaminhados ao Adolf Lutz. Mas o teste rápido é uma base para a comparação. No início de setembro, o hospital coletou 55 amostras. Na última semana do mês, esse número caiu para 35. “Notamos uma redução do número de casos a partir da segunda quinzena de setembro. (...) Na semana passada esse número foi ainda menor”, disse, por e-mail, a assessoria do hospital.
O médico infectologista Rubens Pereira dos Santos atribuiu a redução nos casos de gripe às mudanças nos hábitos de higiene da população - que tem lavado às mãos frequentemente - e ao clima que, com a chegada da primavera, ficou mais quente. Questionado se a fase crítica da doença teria passado, o médico disse que está otimista, mas preferiu manter cautela. “(...) Claro que a gente tem alguns temores. Um deles é o de que a população relaxe nos cuidados e doença evolua. O segundo é que poderá vir uma gripe por um vírus mais agressivo. Mas as evidências até o momento nos deixam relativamente otimistas”, disse.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.