O sapateiro Gilberto Rodrigues de Carvalho, 39, morador no Jardim Primavera, morreu na madrugada de sábado em decorrência de uma parada cardíaca. Familiares de Carvalho alegam descaso no atendimento dos Bombeiros de Franca. Segundo eles, diversas ligações foram feitas pedindo uma viatura. Uma hora depois o socorro chegou, mas através de uma ambulância da Defesa Civil. Gilberto foi levado ao Pronto Socorro Dr. “Janjão”. Só que ele não resistiu e morreu. “Eles demoraram muito para socorrer meu filho. Ligamos, pedimos o resgate e falaram que não tinha”, disse a dona de casa Geni Rodrigues de Carvalho, 58 anos.
A agonia da família começou por volta das 22h45 da última sexta-feira. Gilberto Rodrigues, chegou em casa, na Rua Dos Colibris, dizendo estar passando mal. Ele havia acabado de sair com vizinhos. Foram eles as primeiras pessoas a pedirem socorro. “Nós vimos que ele não estava bem. Ele saiu com falta de ar e foi para casa dele ao lado da minha. Eu liguei para o resgate e falaram que não tinha ninguém que pudesse ir e que todos estavam ocupados naquele momento. Pediram para que eu ligasse no 192”, disse Silvia Cristina, que afirmou não ter mantido contato com a ambulância logo após a orientação.
Segundo ela, ao chegar na casa do sapateiro outras pessoas disseram que o socorro já estava a caminho. Diante da demora e vendo que o filho agonizava, a dona de casa Geni Rodrigues de Carvalho, 58, mãe de Gilberto, disse que também ligou para os bombeiros. “Acho que ligamos umas quatro vezes. O último a ligar foi meu marido. Eram quase 23h30. Quando chegaram era quase meia-noite e meu filho estava morrendo. Levaram ele para o médico, mas já estava morto. Lá no ‘Janjão’ tentaram colocar ele nos aparelhos. Se tivessem socorrido antes, ele talvez não tinha morrido”, disse Geni.
O capitão Alexandre Luís dos Santos, responsável pelo Corpo de Bombeiros, disse que houve o pedido de resgate, mas que a informação preliminar não apontava para o deslocamento de uma viatura de emergência. “Detectamos as ligações. O nosso telefonista constatou que de acordo com as informações colhidas tratava-se de uma falta de ar e apenas uma dor de cabeça. O pedido foi encaminhado pelo sistema 192 que também despachou uma ambulância até o local. Estamos apurando os horários das ligações. O subtenente Vitor vai falar com a família para apurar se houve demora ou não no atendimento”, disse o capitão.
O diretor da Divisão de Segurança da Prefeitura, Oraldo Vicente de Araújo, que cuida do serviço de emergência da Defesa Civil, confirmou que houve solicitação de socorro para o sapateiro. Ele alega que a ligação partiu de uma pessoa de nome Janaína. “A senhora Janaína fez a solicitação junto ao 192 por volta das 23h45. Em sete minutos nossa ambulância chegou ao local, onde os socorristas prestaram o atendimento e o levaram para o Pronto Socorro, mas a vítima acabou morrendo”, disse Oraldo. Ele disse não ter registro de outras chamadas.
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