‘Minha Casa’ quase dobra número de famílias cadastradas na Prohab


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PARA MUDAR -Valéria Marson, superintendente da Prohab, disse que o déficit habitacional em Franca é alto e a Prefeitura está movimentando projetos para tentar baixá-lo
PARA MUDAR -Valéria Marson, superintendente da Prohab, disse que o déficit habitacional em Franca é alto e a Prefeitura está movimentando projetos para tentar baixá-lo
O interesse pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”, lançado no primeiro semestre pelo governo federal para subsidiar a construção de moradias, fez com que o número de interessados em uma casa popular aumentasse e, com isso, o número de pessoas cadastradas na Prohab (Habitação Popular de Franca). O município tem agora 9.821 pessoas na fila de espera por uma casa. Antes do programa, existiam 6.622 inscritos. O número havia sido atualizado a partir do recadastramento realizado pela Prefeitura, entre o fim de 2008 até abril deste ano. Segundo Valéria Marson, superintendente da Prohab, não houve aumento no número de famílias sem moradia própria, mas as famílias ficaram mais motivadas em lutar por uma casa própria com o lançamento do Minha Casa, Minha Vida. O programa beneficia pessoas com renda até dez salários mínimos. Quem aderir a ele e ter renda de três a dez salários poderá receber até R$ 17 mil de subsídio do governo federal para a aquisição da casa própria. “Antes do recadastramento, o banco de dados da Prohab indicava um déficit de 15 mil moradias. Atingirmos 9.800 agora é esperado”, disse a secretária. A Prefeitura de Franca assinou o contrato de adesão ao programa federal em maio. A partir desta data, a procura de usuários para se cadastrarem na Prohab sofreu um boom. “Chegamos a atender 200 pessoas num dia e mantivemos uma média de 50 usuários diários durante algum tempo. Registramos mais três mil pessoas e agora temos dados do déficit habitacional mais confiáveis”, disse Valéria. O movimento na Prohab está bem menor, com média de seis novos inscritos por dia. Dos 9.821 cadastrados, mais da metade paga aluguel. Os demais vivem em locais cedidos por parentes ou amigos ou possuem terreno próprio, mas dependem de apoio governamental para viabilizar a construção do imóvel. São famílias de baixa renda. Do total, 93,1% declararam ter renda inferior a três salários mínimos (R$ 1.395). A manicure Rosane de Oliveira, 42, e sua mãe Maria Elisa de Oliveira, 68, integram o novo cadastro da Prohab. Maria Elisa mora de favor numa casa cedida por uma das filhas e cede espaço para Rosane e os filhos. Antes de ter o imóvel emprestado, Maria Elisa pagava aluguel. Mãe e filha sonham em ter a casa própria. “Acredito só em Deus para conseguir minha casa”, disse a manicure. QUANDO Em maio, a Prefeitura anunciou a meta de construir, no prazo de quatro anos, três mil moradias para famílias de baixa renda (até três salários). Segundo Valéria Marson, os procedimentos estão em andamento. “Há empreendimentos sendo analisados pela Caixa Econômica Federal. Também estamos reivindicando mais unidades habitacionais junto ao governo estadual”. O critério para contemplar os mutuários será por ordem de inscrição. “As pessoas terão de aguardar a chamada assim que começarem as construções”, disse a secretária.

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