Usados atraem quem tem dinheiro em caixa


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Um dos efeitos “colaterais” do aumento da procura por imóveis novos é a transformação dos usados em boas oportunidades para quem tem dinheiro em caixa. Esse movimento do mercado imobiliário pode ser explicado pela diferença nas condições de financiamentos entre os dois. “Em construções com mesmo preço, mas com ‘idades’ diferentes a taxa de juros pode ser dobrada. Enquanto você tem subsídio de R$ 17 mil e paga 5% ao ano em parcelamentos para os novos (no Minha Casa, Minha Vida), para os usados as taxas começam em 8%. Isso deixa o valor da prestação mais alta e menos atrativa”, afirmou o empresário Sérgio Mazza, da Mazza Imobiliária. Como consequência, a falta de interesse de quem financia tem melhorado as condições de compra de quem tem dinheiro “na mão” e pode negociar. É o que mostra uma pesquisa realizada em junho pelo Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) em 37 cidades do Estado, incluindo Franca. Pelo estudo, o desempenho das vendas desse tipo de construção cresceu 10,06% naquele mês em relação a maio. O pagamento à vista foi a forma preferida pelos compradores e mais da metade dos imóveis usados comercializados no interior do Estado tinha valor de até R$ 120 mil.

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