Três dias após ir à Tribuna da Câmara e surpreender a todos ao anunciar que estava renunciando à liderança do PSB, o vereador Valter Gomes não voltou atrás da decisão. “É definitivo. Temos de ter postura partidária. A questão das entidades é uma coisa séria e precisa de atenção”.
O líder de um partido encaminha as votações e define com os companheiros de bancada devem ser posicionar diante de determinados projetos. Terça-feira, a Câmara votou proposta que autorizava a Prefeitura a remanejar R$ 1,2 milhão do orçamento.
No entendimento do vereador, o dinheiro seria tirado do setor social para ser aplicado no trânsito. Ele queria que fosse aprovada uma emenda garantindo parte dos recursos para as entidades. Joaquim Pereira Ribeiro e Paulo Zamikhowsky, ambos do PSB, votaram contra. “As entidades são uma forma de fazer política social. O partido tinha de ter uma postura de independência e mostrar que o caminho correto era aquele. Agora, se agente só ficar esperando recadinho para votar de acordo sempre, isto não é postura”.
Joaquim Ribeiro e Zamikhowsky procuraram amenizar o clima pesado que se formou no partido. “O Valter continuará sendo nosso líder eterno”, afirmou o primeiro. Para a Valter Gomes, a decisão é irrevogável. “Como é que vou fazer os encaminhamentos não sendo ouvidos?”.
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