O frentista Antônio de Melo Cruz pesquisava preços de carros quando foi dominado pelos bandidos. Agredido, ele sofreu cortes na cabeça e teve um grave hematoma na testa. Liberado e ainda sem se refazer do susto, Cruz pediu um telefone a um funcionário do Comércio e ligou para sua mãe. A ela, desabafou: “Eu vi a morte de perto (ontem). Eles mandaram eu entrar no banheiro me chutando as costas. Me bateram com o cabo do revólver na cabeça e na testa”.
Outra vítima é Gilsoni Rodrigues da Silva. Ele foi quem mais apanhou. Levou coronhadas na cabeça e chutes nas costas, além de ser ameaçado de morte com um revólver encostado na nuca. Os assaltantes exigiram que ele mostrasse onde estava o cofre. Segundo Gilsoni, durante todo tempo implorou aos bandidos que não o matassem. “Eles chutaram minhas costas. Acho que quebraram minha costela. Perguntavam do cofre e falavam que iriam me matar. Eu falava pra eles não me matarem, não. Foi terrível”, disse.
O comerciante Cairo Barcelos Castro, 28, também sofreu. Os bandidos exigiram a abertura do cofre. “Mandaram abrir o cofre perguntando de dinheiro. Falaram que iam matar nós todos. Não deu para ver o rosto de ninguém pois eles batiam na gente e mandavam não olhar para eles. Levei golpes na cabeça, socos e chutes”, disse o rapaz. O cobrador Lauro Pereira não foi agredido.
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