Responsável por deflagar a Operação Quilate, a procuradora da República, Daniela Poppi, disse ao Comércio da Franca, no dia 18 de agosto, que pelo menos 15 pessoas estavam envolvidas com a organização criminosa que atuava em Franca no comércio ilegal de diamantes. A apuração do crime começou em novembro de 2007, quando fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) fizeram uma operação para combater a atividade no Reservatório de Marimbondo, no Rio Grande, e detiveram 55 pessoas.
Por meio de escutas telefônicas e relatos de testemunhas, as autoridades descobriram que Franca era a base da organização. De acordo com o Ministério Público Federal, algumas pessoas atuavam como intermediários na comercialização de diamantes, captando as gemas de garimpos ilegais. Escritórios e salas comerciais localizados na Praça Barão, Centro da cidade, eram usados na negociação de pedras preciosas. A denúncia afirma que o comércio realizava-se sem qualquer controle da Receita Federal ou de outras autoridades. O dinheiro arrecadado pelos exploradores era utilizado para pagar fornecedores e para realizar transações cambiais com cotações não oficiais, sem fiscalização do Banco Central. Para isso, contavam com a ajuda de doleiros.
No dia 12 de agosto, os policiais federais vieram a Franca e cumpriram 14 mandados. Na execução das ordens judiciais, foram presas sete pessoas cuja participação nas infrações já havia sido levantada durante a investigação. Durante a ação, foram recolhidas cerca de 100 pedras preciosas com os acusados. Eles não apresentaram nota ou qualquer comprovante da compra das mercadorias, o que, segundo a acusação, serviu para provar que elas vinham de garimpos irregulares.
André Cintra Alves, Gadi Hoffman, Isalto Donizete Pereira, Mozair Ferreira Molina, e Jorge Khabbaz (preso em São Paulo) continuam presos. José Roberto de Assis e Rejane Aparecida Coelho Teixeira Khabbaz conseguiram a liberdade provisória e deixaram a cadeia três dias após a operação.
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