O mundo é um paradoxo quando se fala de critérios morais. Se de um lado, as mulheres são obrigadas a se vestir cobrindo todo o corpo e até os olhos no Oriente Médio a liberação é geral no Ocidente. A sensação de ver revistas com mulheres seminuas ou nuas que tínhamos na adolescência não existe mais. O segredo foi totalmente "desnudado"! É certo que o desvario do sexo sempre existiu mas estamos no século XXI e a humanidade já deveria ter aprendido as consequências da luxúria. Nos dias de hoje homens e mulheres, estão perdidos e agem como animais irracionais. O apelo sexual está nos anúncios, no cinema, no teatro, na TV e até em locais onde jamais poderíamos imaginar que estivesse: em templos religiosos! Sou do tempo das quatro paredes e do sexo romântico...
J. Morgado
Mongaguá - SP
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Está longe o tempo em que as pessoas se envergonhavam, atos obscenos eram raridade, a palavra tinha valor, políticos defendiam os interesses da coletividade. Hoje, o que se vê? Impunidade para toda sorte de crimes, gatunagem deslavada, corrupção. E, na mesma esteira, o sexo, vulgarizado, mercadoria de segunda consumida nas esquinas, nos carros. Não há mais o doce mistério da gradual conquista, da dificuldade. Tudo tem o incentivo da televisão, das novelas, das revistas de sexo. Não mais as "certinhas do Lalau" (antiga coluna da revista O Cruzeiro) e seus maiôs, mas o sexo explícito. A quem recorrer? A deputados e senadores? Querem eles aumentar o número de cadeiras legislativas. Oito mil vereadores, oitenta mil assessores, benefícios, empregos fáceis mesmo que, para tanto, acabem com o 13º salário, aprovem novos impostos e taxas. Enquanto isso, nós ficamos silenciosos em nosso pântano, iguais a sapos. Edward de Souza está certo, em seu alerta. Vamos gritar, espernear, expulsar os fariseus (leia o texto que gerou os comentários em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=47905).
Guido Fidelis
São Paulo - SP
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