A procuradoria da república tem a incumbência de decidir o futuro dos presos da “Operação Quilate”. Advogados de dois acusados, afirmaram ontem ao Comércio, que o caso deixou a Polícia Federal e foi entregue ao Ministério Público Federal. A procuradora da República, Daniela Pereira Batista Poppi, está analisando o processo e pode tomar três caminhos no futuro: denunciar os acusados à Justiça Federal, devolver o inquérito à Polícia Federal pedindo novas diligências ou achar que não há indícios de crime e pedir o arquivamento do caso. Esta última alternativa é pouco provável uma vez que a própria procuradora numa entrevista gravada ao Comércio no último dia 18 de agosto afirmou que, “pelo menos dos (acusados) que estão sendo investigados há provas bastante robustas”.
Os cinco comerciantes, que ainda estão presos, são acusados de comércio ilegal de diamantes e operações de câmbio irregulares. Todos aguardam a decisão do Ministério Público Federal sobre o caso. Segundo dois advogados que defende envolvidos no caso, o processo está nas mãos da procuradora da República desde o último dia 14. A Polícia Federal, que investigava os crimes de usurpação de bens minerais pertencentes à União, receptação, formação de quadrilha, contrabando e crime contra o sistema financeiro nacional, enviou o inquérito para ser analisado no Ministério Público Federal. A reportagem do Comércio tentou falar com o delegado Felipe Eduardo Hideo Hayashi, que trabalhou nas investigações, para saber se há indiciados no processo. Ele, no entanto, não foi localizado na sede de PF em Ribeirão Preto.
Enquanto aguardam a decisão da Justiça, os francanos André Cintra Alves, Isalto Donizete Pereira, Jorge Khabbaz e Mozair Ferreira Molina permanecem recolhidos atrás das grades. Não existe previsão de quando eles serão soltos. Os advogados dos acusados já tentaram habeas corpus em todas as instâncias do judiciário. Os pedidos foram indeferidos.
O grupo foi preso durante a “Operação Quilate”, desencadeada pela Polícia Federal no último dia 12 de agosto. Na ocasião foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva expedidos pela Segunda Vara Federal de Justiça de Franca. O Ministério Público Federal apura o envolvimento de 15 pessoas no comércio ilícito de pedras preciosas na cidade.
A procuradora da República, Daniela Poppi, não atendeu ontem a reportagem para informar se denunciará os acusados ao Juiz da 2ª Vara da Justiça Federal em Franca. Um funcionário do órgão de nome Fernando, disse que somente na próxima semana, ela poderá tentar agendar uma nova entrevista.
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