Há algumas semanas neste espaço democrático onde se cultua a liberdade de expressão através dos textos de várias correntes ideológicas, cuidei da severa repulsa do eleitorado pela infeliz Proposta de Emenda Constitucional – PEC 336 e 379 – já aprovada em primeiro turno pela Câmara dos Deputados. Ela derruba a decisão judicial de 2004 e aumenta em 8.000 cargos os vereadores do Brasil. Da mesma foi relator Arnaldo Faria de Sá (PTB SP).
Deputados e vereadores detectam urgência na sua votação em segundo turno, daí poder concluir-se que rapidamente será marcada sua entrada em plenário da Câmara. Está próximo o final de uma vergonha da nação, imposta por aqueles que elegemos. O caro leitor tem na memória o nome daquele a quem deu seu voto? Tem procurado informar-se das votações no congresso e de que lado seu candidato vem se posicionando? Havendo dificuldade de informação, você eleitor, tem direito de questionar seu candidato para saber como ele em seu nome votou ou vai votar questões.
Não é de nossa vocação insistir na discussão de temas destrutivos, no entanto, ao cultivá-la com amor, tentamos irrigar objetivos da boa construção. Ao cidadão livre, cabe a obrigação de alertar quando condutos escolhidos não levem a um fim arrolador de resultados premiando com igualitarismo a sociedade.
Esta se aproximando o momento de reformar a composição do Congresso Nacional, nossas Assembléias Legislativas e alguns cargos executivos. As correntes partidárias se movimentam na discussão dos pretendentes, aprovação de partidos e avaliação das possibilidades de cada um. Claro, há mais candidatos que vagas, fato que suscita uma disputa aguerrida entre sonhadores. Muitos absolutamente sem qualificação para os cargos, outros com envolvimento em processos judiciais buscando esconderijo legal na impunidade de cargos eletivos. Muitos profissionais de política representando poderes econômicos nunca identificados com anseios e direitos populares. Uma palavra muito usada no momento por malandros de plantão para mascarar suas qualidades, – biografia – me ocorre recomendar aos partidos políticos, cuidarem de maneira zelosa da sua ao indicar candidatos de suas facções.
Indispensável um exame acurado de seus valores, de sua capacidade, conteúdo moral ilibado, livres de processos em andamento ou acusações e conspurcações que afete a imagem. Somente diante de tal quadro, caberá aos partidos endossar candidaturas. A mudança nos atos de escolha dos pretendentes trará certamente salutar correção na pratica política, coibindo a corrupção com aprimoramento dos princípios éticos, hoje, ausentes da vida publica.
Discutir em Franca a próxima campanha eleitoral preocupa os que têm juízo e equilíbrio ao saber nomes apontados para a disputa. Absoluta falta de qualificação da maioria coloca em desalento um eleitorado ansioso por ver sua cidade em destaque merecido embora, por anos, desprovida de lideranças e agressividade necessárias a projeção a que faz jus.
Continuo defendendo que ultrapassando 200.000 eleitores podemos garantir duas cadeiras na Câmara Federal e três na Assembléia Paulista, no entanto, a consecução de vitória se prende a inteligência das lideranças nos partidos, disciplina, apagamento de vaidades e cerceamento de candidaturas inexpressivas como pedras no caminho de uma cidade com potencial.
Duas únicas candidaturas, hoje, teriam condições de assumir na Câmara Federal, as demais deveriam abortar-se. A pergunta é! Teremos sabedoria para conduzir o processo?
Garcia Netto
Jornalista
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