O lavrador José Carlos Lucindo, 52, morreu na madrugada de sábado em decorrência de um acidente de trabalho. Lucindo pulverizava um cafezal dirigindo um trator quando enroscou sua blusa no cardã do equipamento de pulverização e teve o braço “tragado” pela peça. A polícia acredita que a vítima foi puxada e morreu com o tórax prensado nela. O delegado Daniel Paulo Radaeli vai apurar as circunstâncias do acidente em inquérito a ser aberto no 3º DP.
O acidente aconteceu na Fazenda São Luiz, às margens da Rodovia João Traficante, em Franca. Segundo apurado pela polícia, José Carlos pulverizava a plantação de café dirigindo um trator, que rebocava uma carreta com o pulverizador. Eram 3 horas da madrugada quando um outro funcionário da fazenda, que realizava o mesmo serviço, mas dirigindo um outro trator, deu pela falta do amigo. Segundo o tratorista AFS, 46, ao retornar para ver o que tinha acontecido com José Carlos, se deparou com o mesmo embaixo da carreta e já com um dos braços “enroscado” no cardã do veículo.
Soldados do Corpo de Bombeiros foram chamados ao local, mas constataram que a vítima estava morta. O sargento Cruz apurou preliminarmente que o lavrador havia parado o trabalho para verificar um possível vazamento de veneno no equipamento. “A vítima foi verificar um vazamento de produto e sem perceber o perigo colocou o braço em baixo da carreta. Ali existe o cardã que enrolou em suas vestes e o puxou. Ele morreu asfixiado e com diversas fraturas no membro superior e preso embaixo do pulverizador”, disse o sargento.
Segundo apurado pelos bombeiros, o lavrador pulverizava o cafezal na madrugada por ser um horário mais adequado para a realização do serviço. “Geralmente este trabalho é feito à noite devido a esse produto evaporar menos”, disse o sargento Cruz.
Fábio Pereira, um dos seis filhos de José Carlos, informou que seu pai era acostumado a lidar com o equipamento e não sabe o que aconteceu. O lavrador estava trabalhando e morando com a família na fazenda há pouco mais de um ano. O repórter fotográfico do Comércio, Sérgio de Pinho, não teve autorização para entrar na fazenda e registrar o acidente. O dono da propriedade não foi encontrado para falar sobre a fatalidade. O corpo de José Carlos Lucindo será sepultado no Cemitério de Restinga, hoje, às 9 horas, com trabalhos da Funerária Francana.
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