Mobilização quer 11 mil assinaturas para lutar por gratuidade no ônibus


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Representantes de 31 entidades promoveram, na manhã de ontem, um protesto contra o corte nas gratuidades do transporte coletivo aos aposentados por invalidez, pensionistas e deficientes em Franca. O movimento reuniu mais de 200 pessoas no Terminal “Airton Senna”. Usuários do transporte gratuito deram “testemunhos” sobre a dificuldade de arcar com despesas da passagem. Representantes políticos - especialmente os de partidos de oposição - fizeram duras críticas ao governo municipal que, segundo eles, já poderia ter resolvido a situação por meio de um projeto de lei. Como o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) não o fez, os integrantes do protesto sugeriram a apresentação de um projeto de lei de iniciativa popular. A ideia é coletar 11 mil assinaturas e lutar pela gratuidade. Medida idêntica foi adotada pela primeira vez na cidade em maio do ano passado. À época, 360 estudantes de cursinhos pré-vestibulares da Unesp e Prefeitura conquistaram o direito de ter 50% de desconto na tarifa de ônibus. A Lei Orgânica do Município exige adesão de, no mínimo, 5% dos eleitores para a apresentação do projeto. Como Franca tem 209 mil eleitores, seriam necessárias 10,5 mil assinaturas. Na sessão da próxima terça-feira da Câmara, os vereadores Paulo Afonso Ribeiro e Silas Cubas, ambos do PT, lançarão a proposta do projeto de iniciativa popular. Depois, as entidades começam a mobilização para coletar as assinaturas.

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