Os empréstimos feitos por pessoas físicas praticamente triplicaram nas agências da CEF (Caixa Econômica Federal) de Franca em relação a 2008. Entre janeiro e agosto deste ano, o banco financiou R$ 14,8 milhões. No mesmo período do ano passado, foram financiados R$ 5,3 milhões. Os valores correspondem ao crédito liberado para compra de veículos, reforma e ampliação de imóveis, aquisição de eletrodomésticos e para pagamento de dívidas com outras instituições que cobram juros mais altos. As estatísticas não incluem os financiamentos para habitação.
Sidney Aparecido Petek, gerente regional da Caixa, atribui o boom às ações do banco frente à crise global. Segundo ele, ao contrário de outros agentes financiadores, a CEF não brecou a liberação de crédito, mas buscou alternativas para incrementá-la, como a redução das taxas de juros e maior divulgação das operações oferecidas aos clientes. “A Caixa, por ser uma empresa pública, tem a missão de fomentar o crescimento da economia, geração de emprego e de renda. Ouvindo o clamor do governo federal em razão da crise, reduziu os juros e incentiva as agências a trabalharem para fomentar o crédito, ajudando a economia a continuar funcionando”.
Durante o ano de 2009, oito linhas de crédito sofreram redução das taxas de juros, que são a partir de 0,85% ao mês e chegam a 4,35% ao mês. “Os valores reduzidos são bem diversificados porque o leque de carteiras de créditos é muito amplo na Caixa, mas as reduções chegaram a 20%”, disse Petek.
Normalmente os financiamentos são feitos por clientes entre 30 e 50 anos, casados, de classe média e média baixa, interessados em melhorar a condição de vida. O valor médio emprestado é R$ 20 mil, dependendo da renda da pessoa. Nos tipos de financiamentos feitos, a dívida pode ser quitada em até dez anos. “O mercado está muito dinâmico e com consumo cada vez maior. As carteiras de crédito que possibilitaram o grande aumento dos empréstimos foram a de veículos, empréstimo consignado (com desconto em folha de pagamento) e o Construcard para reforma de imóveis”, disse o gerente regional.
Aguinaldo Diniz, gerente geral da CEF em Franca, disse que o empréstimo consignado é um dos mais procurados, pela praticidade de ser pago e pelos baixos juros cobrados. “Esse é um tipo de operação antiga. As empresas firmam convênio com a Caixa e as prestações são descontadas na folha de pagamento. A inadimplência é menor, o que aumenta a segurança para o banco e permite cobrança de taxas de juros reduzidas”.
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