Rapa da Prefeitura ‘pega’ um ambulante por semana


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<b>OPERAÇÃO LIMPEZA</b> - Placa no terminal de ônibus no Centro deixa clara a proibição do comércio ambulante. Quem insiste em vender no local corre o risco de ter o material apreendido
<b>OPERAÇÃO LIMPEZA</b> - Placa no terminal de ônibus no Centro deixa clara a proibição do comércio ambulante. Quem insiste em vender no local corre o risco de ter o material apreendido
Por semana, pelo menos um ambulante não cadastrado é flagrado atuando no centro da cidade e tem seus produtos apreendidos pela Prefeitura. A fiscalização cumpre as regras do Programa “Operação Limpeza”, instituído pelo prefeito Sidnei Rocha (PSDB) em setembro de 2007, nos mesmos moldes já existentes na cidade de São Paulo, onde os fiscais são conhecidos como “rapas”. Desde que implantado, dois servidores passam o dia circulando pelas ruas do Centro para coibir a venda irregular de produtos. A Prefeitura não tem um levantamento de quantos e quais tipos de produtos já foram recolhidos no Centro desde a implantação do programa, mas garante que a fiscalização mais rígida já deu resultados. “No início, as apreensões eram feitas diariamente. Agora acontecem uma vez por semana. Isso é sinal de que as pessoas estão entendendo que não adianta tentar vender no Centro porque é proibido”, disse Ismael Xavier, chefe de Fiscalização da Prefeitura. Os produtos apreendidos são encaminhados para o depósito da Prefeitura. Para retirá-los, o ambulante precisa recolher uma taxa de R$ 36. Os produtos que não são retirados pelo dono são encaminhados para as creches da cidade. <b>FLAGRADA</b> A mais recente apreensão dos fiscais aconteceu na quinta-feira. A vendedora Angélica Carla Manoel, 34, moradora no Jardim Seminário, foi surpreendida próximo ao terminal de ônibus vendendo roscas. Outros ambulantes também circulavam pelo local, mas conseguiram escapar. Ela teve apreendidos onze pacotes de roscas. Desesperou-se ao ver os produtos sendo levados pelos fiscais. “Estou desempregada. Trabalho aqui para tentar levar sustento para minha casa. Não estou roubando nada de ninguém. Não estou tirando nada de ninguém”, disse, chorando. No momento da apreensão Angélica acreditava que a ação só ocorreu por conta dos ambulantes que vêm de outras cidades para vender tapetes e redes aos francanos. Mas Ismael Xavier, foi claro: “Continuaremos coibindo qualquer tipo de venda na área central”. Mesmo estando em prática há mais de dois anos, as regras do programa não convenceu a ambulante. “Eu já tenho meus clientes nesta região. Não sei o que fazer. Mas tenho fé em Deus de que isso que estão fazendo comigo hoje vai ser cobrado amanhã da Prefeitura”, disse Angélica.

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